Vida e Saúde

Veja as mulheres da história da banda Rolling Stones

Atualizado em: 12/07/2012

Há exatos 50 anos, subia ao palco pela primeira vez aquele que se tornaria um dos mais emblemáticos grupos da história do rock n’ roll: os Rolling Stones. Ao longo do meio século de existência, a banda que nasceu em Londres, na Inglaterra, lançou mais de 100 singles e 24 álbuns de estúdio, além de vários discos ao vivo.

As cinco décadas de estrada também trazem histórias, lendas e situações envolvendo mulheres, que inspiraram canções (veja abaixo 20 músicas e suas musas inspiradoras). O G1 também reuniu 50 nomes do sexo feminino ligados aos Stones, que tem na atual formação Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts.

Mães, filhas e outros casos

As mulheres parte da família dos Stones ocupam o maior espaço da lista. Bianca De Macias foi a primeira mulher de Jagger. Com ela, o cantor teve sua segunda filha, Jade. A letra de “Hey negrita” (do disco “Black and blue”, de 1976) não é sobre Bianca, mas Jagger a chamava de “negrita” por conta da origem latina.

A segunda esposa de Jagger é Jerry Hall, com quem teve quatro filhos, incluindo Elizabeth e Georgia. “Miss You” (“Some girls”, de 1978), teve a modelo como musa inspiradora. Já com a cantora e escritora Marsha Hunt, o vocalista teve sua primeira filha, Karis. Fez “Brown sugar” (“Sticky fingers”, de 1971) quando se encontrava secretamente com ela.

Entre 1963 e 1966, a atriz e modelo Chrissie Shrimpton namorou Jagger, inspirando “Yesterday’s papers” (de “Between the buttons”, de 1967) “Under my thumb” e “Stupid girl” (ambas de “Aftermath”, de 1966). Quando atuou no clipe de “Anybody seen my baby?” (do disco “Bridges to Babylon”, de 1997), a atriz Angelina Jolie teve um breve affair com Jagger. O caso do vocalista com a modelo e apresentadora Luciana Gimenez, por sua vez, deu a ele o filho Lucas.

Shirley Ann Shepherd é a primeira e única mulher de Charlie Watts e mãe de sua filha Seraphina, que deu à luz Charlotte. Segundo o baterista, Shirley “é uma grande fã dos Stones. Eu, não; é só meu trabalho”. Com Anita Pallenberg, Keith Richards teve seus três primeiros filhos: Marlon, Angela e Tara, que morreu três meses após seu nascimento. A letra da canção “Sister morphine” (do disco “Sticky fingers”, de 1971) tem trechos sobre Anita que, na época, estava hospitalizada sob efeito de morfina. A modelo e atriz Patti Hansen é a atual mulher de Keith, e mãe de Alexandra e Theodora Richards. Entre os relacionamentos do guitarrista Ronnie Wood estão Krissy, sua primeira mulher, e Jo Wood, com quem foi casado e teve a filha Leah, além do namoro com a modelo brasileira Ana Paula Araújo.

As cantoras na vida da banda

Várias são as cantoras que fizeram parte da trajetória. Quando Keith Richards terminou de fazer o hit “Satisfaction”, teve dúvidas sobre o sucesso da canção. Para ele, as pessoas achariam que a introdução era plágio de “Dancing in the street”, do girl group da Motown Martha and the Vandellas, liderado por Martha Reeves.

A cantora Marianne Faithful é uma das principais dentro da história do grupo. Ficou com três integrantes, mas decidiu namorar Jagger. Em troca, foi homenageada com faixas como “Let’s spend the night together” (do disco “Between the buttons”, de 1967), “You can’t always get what you want” (do disco “Let it bleed”, de 1969), “Wild horses” e “I got the blues” (ambas do disco “Sticky fingers”, de 1971). Faithfull gravou “As tears go by”, de Jagger e Richards, em 1964, um ano antes dos Stones. Além disso, escreveu parte da letra de “Sister morphine” e, na Justiça, conseguiu ser considerada uma das autoras da canção.

Outra cantora que faz parte do universo dos Stones é Sheryl Crow. Ganhou de Richards o apelido de “irmãzinha” e abriu shows de duas turnês. A canadense K. D. Lang está envolvida em história curiosa. Após eles perceberem que “Anybody seen my baby?” (de 1997) se parecia com “Constant craving” (do segundo álbum da cantora), Lang foi listada como “compositora” da faixa para a banda não ter perigo de receber acusações de plágio. Ela, por sua vez, disse ter se sentido “honrada” com a lembrança.

Amanda Lear, cantora e atriz, inspirou a letra de “Miss Amanda Jones”, de 1967. A canção trata do relacionamento entre a mulher, que foi musa de Salvador Dalí, e o guitarrista Brian Jones (1942-1969). “Claudine” (do disco “Emotional rescue”, de 1980) tem letra sobre a prisão da cantora e atriz Claudine Longet. Ela ficou 30 dias presa após matar o namorado, o esquiador Vladimir Sabich.

Em 1985, e Tina Turner cantou “It’s only rock n’ roll” com Jagger no evento Live Aid, em Londres. Outra que o acompanhou é Joss Stone (ao lado de Dave Stewart, A. R. Rahman e Damian Marley), na banda SuperHeavy, que lançou seu primeiro disco no fim de 2011. Com relativo sucesso, as britânicas Sandie Shaw e Melanie regravaram, respectivamente, “Sympathy for the devil” e “Ruby tuesday”. Já “Oh baby (We got a good thing goin’)”, do disco “The Rolling Stones, now!” (1964), é cover da cantora Barbara Lynn Ozen, sendo a primeira faixa de uma mulher regravada pelo grupo.

“Garota cega”, Brenda e mais músicas

A Rainha Elizabeth II condecorou Jagger em 2003. Ele virou Sir Michael Jagger, causando reações ambíguas dos fãs e dentro da própria banda. Na ocasião, o vocalista disse que a Rainha era “a melhor coisa do Reino Unido depois dos Rolling Stones”. O cantor também era chamado pejorativamente por Richards de “Sua Majestade”. Outro apelido inventado pelo guitarrista para Jagger é Brenda. Richards começou a chamar o vocalista assim por conta de seus crescentes chiliques nos anos 80.

Outra interessante história é sobre uma menina, conhecida apenas como “garota cega”. Richards passava por problemas na Justiça (com risco de passar até sete anos preso no Canadá) nos anos 70, quando a fã canadense foi até a casa do juiz do caso e contou as “boas ações” do músico, que a dava tratamento especial em vários shows. Dois dias depois, Richards recebeu sua sentença: fazer um show para cegos. Keith Richards também buscou inspiração em Linda Keith, sua ex-namorada, para compor “Ruby tuesday” (do disco “Between the buttons”, de 1967).

Já “Sweet black angel” (do disco “Exile on Main St.”, de 1972) defende, em sua letra, Angela Davis, ativista dos direitos civis e professora da Universidade da Califórnia. “Pass the Wine (Sophia Loren)” foi registrada nas sessões de “Exile on Main St.” de 1972. Jagger canta: “Então me passe o vinho, baby, e vamos fazer amor”, em música que cita a famosa atriz italiana no título.

São várias as possíveis homenageadas de “Angie”, do disco “Goats head soup” (1973). São citadas Angela (primeira mulher de David Bowie), a atriz Angie Dickinson, e Angela, filha de Keith Richards. Mas, segundo a biografia do próprio guitarrista, trata-se apenas de um pseudônimo para heroína.
Há, por fim, canções que apenas trazem nomes femininos em seus títulos: “Susie Q” foi parar no disco “12×5” (1964), mas a original é de Dale Hawkins; “Lady Jane” está no álbum “Aftermath” (1966); “Downtown Suzie” é um lado B de 1975, composto pelo guitarrista Bill Wyman; “Sweet Virginia” está no album “Exile on Main St”, de 1972; “Melody” aparece no lado b de “Black and blue”, de 1976; “Mona (I need you baby)”, cover de Ellas McDaniel, está no disco “The Rolling Stones” (1964); e “Carol” foi retirada do repertório de Chuck Berry. É outra do álbum “The Rolling Stones”.

Fonte: G1

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