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Uso de testosterona em mulheres pode engrossar a voz e causar doenças no fígado

Atualizado em: 12/07/2012

Atualmente, ocorre um uso indiscriminado de testosterona por mulheres jovens. Com o objetivo apenas estético para “ficarem saradas, musculosas”, estimuladas principalmente pelo ambiente de algumas academias, elas utilizam o hormônio sem nenhuma indicação médica, compram sem receita e o pior, não tem nem um acompanhamento adequado. Esta é uma prática que os médicos não recomendam.

Segundo o endocrinologista, Dr. Fillipo Pedrinola, os efeitos colaterais mais comumente observados são: engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris, aumento de pelos, queda de cabelos, alteração de comportamento, o que leva à agressividade, sobrecarga do fígado e piora dos níveis de colesterol. Existem ainda evidências científicas que sugerem aumento na incidência de câncer no fígado.

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Já as mulheres o produzem em quantidade menor, nos ovários e nas glândulas suprarrenais. Este hormônio pode aumentar a oleosidade da pele e causar acne e queda de cabelo, assim como tende a incitar a libido em mulheres e melhorar a energia.

A reposição da testosterona é particularmente útil após a menopausa, se não houver contraindicações, e é preciso ter muito cuidado porque seu uso também aumenta a massa muscular e óssea. Por isso, ela é receitada também em casos de anemia profunda, algumas situações de perda óssea (osteoporose), pacientes que estão se recuperando de doenças graves ou ficaram muito tempo inativos ou acamados e tenham tido importante diminuição de massa muscular. A dose ideal para mulheres varia entre 0,25 a 5mg por dia e a via de administração preferencial atual é através da pele utilizando gel ou creme.

Nos homens

Os níveis normais de testosterona total em homens ficam entre 240 e 816mg/ml, porém, é importante dosar também a testosterona livre, que é a que realmente tem efeito biológico, isto é, que não está ligado às proteínas do sangue.

Os métodos de dosagem sanguínea estão bastante sofisticados de modo que é fácil medir o nível de testosterona no indivíduo. A importância disso é possibilitar o diagnóstico mais adequado e qual a dose correta deve ser utilizada para cada paciente.

Atualmente tem se usado muito a reposição através da pele (creme ou gel) e menos por via oral, na qual as doses deveriam ser maiores e podem sobrecarregar o fígado. Está disponível também uma preparação intramuscular de ação prolongada (três meses) e que não provoca “picos” de testosterona, preservando a próstata.

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