Vida e Saúde

Uso abusivo de shakes emagrecedores pode prejudicar a saúde

Atualizado em: 24/09/2013

shake_emagrecedor_interna_1

Para quem está tentando perder peso, a rotina diária é de idas à academia, corrida, dança, luta ou outras atividades físicas, aliadas sempre a muita força de vontade para não exagerar na comida e recusar tudo que “engorda”. Além dessas medidas, um artifício cada vez mais popular é o uso de shakes emagrecedores. Usados frequentemente para substituir outras refeições, os produtos viraram uma febre nos últimos anos e já se tornaram parte do cardápio diário de muitas pessoas.

O problema é que, na maior parte das vezes, esses produtos são usados incorretamente, tornando-se um risco para a saúde. Segundo a nutricionista do Hapvida Georgia Amorim, os shakes só deveriam ser utilizados como parte de uma dieta elaborada por um profissional de nutrição, de forma que o paciente não deixe de consumir elementos essenciais para o bom funcionamento do organismo.

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste – realizou por duas vezes testes com os shakes mais vendidos no Brasil e obteve resultados muito parecidos nas duas circunstâncias. Segundo as pesquisas do órgão, as bebidas são desequilibradas nutricionalmente e podem conter uma quantidade muito alta de proteínas. De acordo com Georgia Amorim, “o excesso de proteínas pode causar problemas nos rins, podendo causar a falência desses órgãos”.

A nutricionista lembra que os melhores shakes são aqueles manipulados, em que é acrescentado o que for necessário para complementar a dieta do paciente. No entanto, ela frisa que ainda assim “nenhum deles deve substituir completamente uma refeição. Devem ser prescritos pelo nutricionista e consumidos por quem esteja em acompanhamento nutricional visando uma reeducação alimentar e não somente a perda de peso rápida, substituindo refeições por simplesmente um copo de shake”.

Geórgia chama atenção ainda para as pessoas que usam as bebidas mesmo sem precisar emagrecer, simplesmente como forma de não engordar. “Essa atitude está complementarmente incorreta, pois essas pessoas podem estar carentes de vários nutrientes, podendo sofrer desnutrição ou até mesmo gerar algum transtorno alimentar como bulimia ou anorexia”, afirma a nutricionista.

Assessoria

Vida e Saúde