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Transplantes no país têm aumento de 12,7%

Atualizado em: 27/09/2012

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 O número de transplantes feitos no Brasil no primeiro semestre do ano teve um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2011, segundo balanço nacional divulgado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, nesta quinta-feira (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos.

Ao todo, entre janeiro e junho deste ano, foram feitos 12.287 transplantes, contra 10.905 no mesmo intervalo de 2011. Entre o primeiro semestre do ano passado e o de 2010, foi registrado um acréscimo de 10% nessas cirurgias.

Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, a pasta considerava os transplantes autólogos (a partir da médula do próprio paciente). Neste ano, o levantamento só considerou o transplante de órgãos de outros pacientes.

As operações de pulmão foram as que mais avançaram, chegando a dobrar na comparação com o ano passado. Em seguida, vêm as de coração (alta de 29%), medula óssea (17%), rim (14%), córnea (13%) e fígado (13%).

O total de doadores no país também cresceu: 22%, passando de 997 no primeiro semestre do ano passado para 1.217 em 2012.

Por região, três estados da Região Norte foram os que mais se destacaram no número de transplantes: o Acre lidera, com um aumento de 11 vezes, seguido pelo Amazonas (onde triplicou) e Pará (duplicou). Na sequência, aparecem Pernambuco (alta de 74%) e o Distrito Federal (76%).

Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o ranking, com 4.754 transplantes realizados – a maior parte, de córnea. Depois estão Minas Gerais (1.097), Paraná (937), Rio Grande do Sul (777) e Pernambuco (767).

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes do ministério, foram feitas 7.777 cirurgias de córnea nos seis primeiros meses do ano, contra 6.891 no mesmo período de 2011. Durante esse tempo, alguns estados já eliminaram a lista de espera para esse transplante, como Acre, Paraná, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e São Paulo.

Já as operações de rim somaram 2.689 no primeiro semestre, as de fígado chegaram a 801 e as de medula óssea, 862.

Portaria para capacitação

O ministro Alexandre Padilha também assina, nesta quinta-feira, uma portaria para estimular centros de excelência que queiram melhorar os serviços de doação de órgãos e transplantes ou iniciar nesse tipo de cirurgia.

Para se habilitar, é preciso fazer parte da rede pública ou ser uma entidade sem fins lucrativos que atenda pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Outros critérios são: ter experiência de dois anos ou mais na área; fazer pelo menos três tipos de transplantes, sendo dois de órgãos sólidos e/ou um de tecido ou, ainda, transplante de medula óssea; e desenvolver pesquisas sobre o assunto.

Redome

Desde 2000, quem deseja ser um doador de medula óssea pode procurar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é hoje o terceiro maior banco mundial de doadores voluntários de medula óssea.

Atualmente, estão cadastradas mais de 2,9 milhões de pessoas – em 2000 eram 12 mil.

Facebook

No fim de julho, o Ministério da Saúde apoiou a criação de uma funcionalidade no Facebook que permite que o usuário se declare doador de órgãos.

No primeiro mês após o lançamento, 80 mil brasileiros admitiram ser doadores.

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