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Soja não melhora cognição das mulheres após a menopausa

Atualizado em: 11/06/2012

Segundo uma nova pesquisa feita na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mulheres que tomam suplementos de soja após a menopausa não apresentam melhora significativa em relação à memória e à cognição. A soja, embora não prejudique a saúde, também não proporciona benefícios em relação aos problemas cognitvios. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Neurology.

O grão contém um composto chamado isoflavona, que age no organismo de maneira parecida com a dos estrogênios. Como há ausência desses hormônios após a menopausa — o que provoca sintomas como as ondas de calor —, muitas mulheres passam a consumir suplementos de soja como alternativa para essa perda hormonal.

Embora este não seja o primeiro estudo que desconsiderou os efeitos positivos da soja em relação à cognição da mulher, também há outras pesquisas que indicaram o contrário. Muitos médicos administram doses de isoflavona a menopausadas para diminuir os sintomas típicos das mudanças hormonais dessa fase.

Para Victor Henderson, professor de neurologia e coordenador do trabalho, as conclusões desse estudo recente são importantes, pois ajudam a encontrar uma resposta definitiva para o assunto. De acordo com o artigo, porém, as mulheres não devem deixar de consumir soja para outras finalidades que não a melhora da cognição. “Como o alimento não mostrou efeitos negativos sobre a saúde das participantes”, diz Henderson.

Sem diferenças — O estudo acompanhou 350 mulheres com idades entre 42 e 92 anos — todas já haviam passado pela menopausa. Ao longo de quatro anos, elas ingeriram diariamente 25 gramas de proteína de soja ou de placebo, e realizaram periodicamente testes cognitivos e neuropsicológicos. Ao analisarem os resultados dos testes, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas nas habilidades mentais e cognição entre o grupo que recebeu doses de soja e as mulheres que tomaram placebo.

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