Vida e Saúde

Sedentarismo reduz equilíbrio de mulheres em quase 80% a partir dos 70

Atualizado em: 03/07/2012

Estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul) aponta que a falta de atividades físicas na terceira idade afeta diretamente nas reações metabólicas, neuromotoras e funcionais.

O levantamento acompanhou cerca de 300 mulheres, com idades entre 50 e acima de 70 anos, todas em fase sedentária. O equilíbrio é o fator que mais sofre com a ausência da atividade física durante a terceira idade.

Ao serem submetidas a um teste com duração de 30 segundos, as participantes na faixa etária entre 50 e 59 anos conseguiram manter-se equilibradas por aproximadamente 24 segundos. Já as entrevistadas a partir de 70 anos realizaram o mesmo exame em apenas 13,40 segundos, o que aponta uma queda de 78,8% na capacidade de equilíbrio.

O sedentarismo na terceira idade também compromete a agilidade das pessoas. Ao serem expostas a um exercício de locomoção, para andar um curto trajeto, as participantes com 50 e 59 anos realizaram o percurso em 2,5 segundos. Já as mulheres acima de 70 anos caminharam em 3,11 segundos, o que aponta aumento de 24% no grau de dificuldade durante a caminhada.

O reflexo também é comprometido pela falta da atividade física. Expostas a um exercício composto por sequência repetitiva de levantar e sentar numa cadeira durante 30 segundos, as mulheres com 50 e 59 anos realizaram uma média de 19,35 repetições. Já o grupo das participantes com mais de 70 anos realizaram apenas uma média de 17,36 repetições, o que aponta uma queda de 11,46% no reflexo da ação.

Testes comparativos de desempenho entre os dois grupos também apontaram perda de força e de massa muscular por falta de exercício físico. O índice de massa corpórea (IMC) caiu em 5,47%. Com relação à circunferência do braço, a perda de massa foi de 5,46%. Já a circunferência da perna, a perda foi de quase 3%. Em exercício para medir força exercida pelos membros superiores, a perda foi de 7,4%. O teste de impulsão para constatar força de membros inferiores, a perda foi de 28,43%.

Por fim, a comparação entre os dois grupos apontaram uma perda de 19,7% com relação à flexibilidade e aumento de 3% na medida de circunferência das participantes da pesquisa durante o processo de envelhecimento sem a realização de atividades físicas.

“Todos esses índices apontam o impacto que o envelhecimento causa em mulheres fisicamente ativas, o que reforça a necessidade de um programa de atividade física. Além disso, os dados ajudam a estimar o que as mulheres atualmente classificadas como sedentárias estão sujeitas, fatores esses que podem levar ao aumento de risco de doenças e dificuldade de execução de atividades simples”, afirma Sandra Matsudo, coordenadora da pesquisa.

A pesquisadora ainda afirma que pequenas mudanças da rotina podem ajudar a eliminar o sedentarismo na rotina de uma mulher rumo à terceira idade. “Fazer caminhada diária de 30 minutos, realizar exercícios de flexibilidade duas vezes por semana, executar uma média de 40 curtos saltos, ou, até mesmo, utilizar escadas no lugar do elevador e carregar a sacola de compras auxiliam na melhora da qualidade de vida”, finaliza Sandra.

Secretaria de Estado da Saúde de SP

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