Vida e Saúde

Sedentarismo causa 13 de cada 100 mortes no Brasil entre obesos e cardíacos

Atualizado em: 20/08/2013

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 O sedentarismo está por trás de 13,2% das mortes no Brasil, segundo uma pesquisa publicada pela revista médica Lancet. No país, a inatividade é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon. O número é um dos maiores da América Latina, onde 11,4% das mortes são causadas pelo sedentarismo.

Segundo o cardiologista e médico do esporte Daniel Kopiler, a situação é consequência da evolução tecnológica da sociedade. Atualmente, os jovens são os mais afetados pelo sedentarismo, pois estão mais envolvidos com a tecnologia.

— Hoje temos uma série de materiais que vão facilitar nosso trabalho braçal, mas que de alguma maneira vão diminuir a quantidade de trabalho comparado com o que fazíamos. Esta mudança tecnológica faz com que as pessoas comecem a andar menos e a fazer menos atividades físicas.

Segundo a última pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas)  em 2010 e divulgada em 2012, 80% dos brasileiros são sedentários, e uma das consequências mais temidas é a obesidade. Conforme índices apurados pelo Ministério da Saúde, 64% da população está com excesso de peso, e exercícios podem ser a solução para reduzir tais números assustadores.

A solução indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é a prática de pelo menos 30 minutos de exercícios físicos por dia, já que a inatividade é o quarto principal fator de risco de mortalidade em todo o mundo, perdendo apenas para diabetes, tabagismo e hipertensão.

A rotina, no entanto, parece não permitir nem mesmo estes trinta minutos.

— A pessoa acorda seis horas da manhã, chega às oito no trabalho e, quando volta pra casa, ainda precisa cuidar dos filhos, estudar.

Como solução, o médico indica pequenas mudanças nos hábitos diários para reduzir os efeitos do sedentarismo. Um primeiro passo é a mudança na alimentação, com a diminuição de refeições gordurosas e o aumento de ingestão de proteínas e fibras.

Os exercícios mais indicados para se livrar da inatividade são caminhadas, ciclismo, natação e hidroginástica por não causarem problemas às articulações, mas que devem ser acompanhadas de alongamento. Pensando nisso, Kopiler diferencia a atividade física de exercício físico, porque esse último requer uma aplicação concentrada de tempo e muitas vezes não se encaixa na agenda da grande maioria das pessoas.

— Uma coisa é a atividade física, e outra, o exercício. Qualquer movimento que fazemos é uma atividade física. Já o exercício é basicamente quando fazemos uma ação coordenada. Essas atividades cotidianas podem, quando feitas de forma coordenada, contribuir de uma forma muito significativa para sair do sedentarismo.

EFE

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