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Saúde: Você sabe o que é andropausa?

Atualizado em: 17/03/2013

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Ao contrário da menopausa, onde a deficiência de estrogênio é completa e provoca alterações clínicas conhecidas, como osteoporose, secura vaginal, perda da elasticidade da pele, etc., o declínio da testosterona nos homens idosos é modesto e as possíveis consequências ainda não foram bem estabelecidas. Atualmente o nome mais aceito para a andropausa é hipogonadismo masculino tardio.

O que é hipogonadismo?

O hipogonadismo masculino é uma condição na qual o testículo não produz níveis suficientes de testosterona, o hormônio que desempenha um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento masculino durante a puberdade.

O hipogonadismo pode ser causado por doenças genéticas, por má formações dos testículos ou da hipófise (glândula dentro do sistema nervoso central que controla a produção de hormônios no corpo), infecções como caxumba (leia: CAXUMBA | Sintomas e complicações), trauma nos testículos, uso de drogas ou medicamentos, entre outros.

Quando o hipogonadismo surge no feto, há má formações da genitália. Quando surge em pré-adolescentes, o paciente não desenvolve os típicos sinais da puberdade masculina, como pelos no corpo, mudança da voz, ganho de massa muscular, aumento dos testículos e do pênis, etc. No adulto jovem o hipogonadismo causa infertilidade, diminuição da libido, queda de pelos, perda de massa muscular e outros sintomas de deficiência de testosterona.

Neste texto vamos no ater ao hipogonadismo que surge com o envelhecimento, chamado de hipogonadismo masculino tardio ou andropausa. O hipogonadismo do idoso é completamente diferente do que ocorre nos homens mais jovens.

Sintomas da andropausa

A função dos testículos e a produção de testosterona declinam progressivamente com a idade, este último em cerca de 1,3% por ano após os 40 anos. Uma proporção substancial de homens acima dos 50 anos têm níveis de testosterona baixos o suficiente para o diagnóstico de hipogonadismo. É bom salientar que uma leve deficiência de testosterona em homens de meia-idade pode ser considerado um fenômeno natural do envelhecimento. A questão é saber quando essa deficiência torna-se relevante clinicamente.

Ao contrário do hipogonadismo em bebês, crianças e adultos jovens, o declínio da testosterona em homens mais velhos não produz nenhuma consequência realmente clara. Entretanto, apesar de não haver provas inequívocas, atualmente se atribui à andropausa algumas consequências do envelhecimento no sexo masculino, entre elas:

– Redução da libido.
– Disfunção erétil (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento).
– Perda da massa óssea (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento).
– Redução da massa e da força muscular.
– Aumento do percentual de gordura corporal.
– Alterações do humor.
– Alterações da memória
– Queda da performance no trabalho

O problema é que nem todas as alterações descritas acima melhoram com a suplementação de testosterona e muitas delas podem também surgir em idosos sem critérios para andropausa.

Tratamento da andropausa

Embora existam trabalhos científicos sugerindo que o declínio da testosterona com a idade possa ter várias consequências negativas, o impacto da reposição de testosterona em homens idosos permanece desconhecido.

O que se aceita atualmente, à luz do atual conhecimento, é que a reposição de testosterona pode ser benéfica em pacientes selecionados. As sociedades internacionais de Endocrinologia atualmente indicam a terapia com testosterona apenas nos pacientes idosos com níveis baixos de testosterona – menor que 200 ng/dL, medidos em pelos duas oportunidades diferentes durante o período da manhã – e sintomas importantes de deficiência de testosterona. Não se indica testosterona para idosos com sintomas vagos e inespecíficos.

A reposição pode ser feita por via oral, injetável ou através de adesivos ou cremes para a pele.

Efeitos adversos da reposição de testosterona

Como há poucas evidências de que a reposição de testosterona no hipogonadismo masculino tardio traga reais benefícios e há riscos de efeitos adversos importantes, o tratamento só deve ser feito por especialistas e sob cerrada supervisão.

Entre os riscos da reposição de testosterona, o mais temido é o aumento da incidência do câncer de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento). Não existem estudos científicos que comprovem a segurança da reposição de testosterona em relação ao câncer de próstata, por isso, não se indica reposição a longo prazo. A avaliação da próstata com toque retal e medição do PSA sanguíneo são importantes antes de planejar o tratamento hormonal.

MD Saúde (© dbvirago | Dreamstime da Fotos & Imagens de Stock Grátis)

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