Vida e Saúde

Saudável: O poder de hidratação do coco

Atualizado em: 11/09/2012

coco

A água de coco costuma ser a parceira perfeita de um dia preguiçoso na praia, daqueles em que tudo que se quer é ficar sentado confortavelmente na cadeira para acompanhar o vai e vem das ondas do mar. Mas novas descobertas científicas vêm agitar um pouco esse cenário. Elas garantem que o sumo doce da fruta tem tudo para ser uma alternativa igualmente interessante para quem prefere gastar o tempo livre torrando energia se exercitando.

Um recente estudo da Universidade de Memphis e do Miami Research Associates, nos Estados Unidos, testou a eficácia do líquido na restauração hídrica e mineral, com destaque para seu potencial no pós-exercício. "A água de coco foi capaz de recompor satisfatoriamente os fluidos das pessoas que praticaram atividades não muito intensas", atesta o nutricionista Douglas Kalman, autor da pesquisa.

Outra investigação, essa da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, no interior de Pernambuco, mostra que a fruta verde traz benefícios também ao longo da malhação. Antes do treinamento, voluntários ingeriram de maneira aleatória água, uma bebida qualquer ou água de coco. "A última opção melhorou e até prolongou o desempenho durante o esforço físico", revela o líder do projeto, Orlando Laitano, professor de fisiologia do exercício da instituição pernambucana. Sem contar que uma simples medição da quantidade de xixi expelida depois pelos participantes ratificou a qualidade hidratante da bebida. "A água de coco fez os indivíduos urinarem menos, o que no caso específico indica que seus nutrientes são mais bem aproveitados pelo organismo", completa Laitano.

Contraindicações naturais

Saborosa e refrescante, a estrela desta reportagem, porém, sofre pela irregularidade: a quantidade de nutrientes varia conforme o fruto, a época do ano e até o solo em que o coqueiro está plantado. "Além disso, para alguns, o líquido pode causar desconforto abdominal durante um treino mais vigoroso em virtude do tipo de carboidrato predominante em sua composição", conta a nutricionista Arícia Motta, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. É que a frutose da água de coco tem uma absorção mais lenta quando comparada à glicose, que prevalece nos isotônicos. Portanto, ela é uma boa pedida em modalidades menos exigentes, como uma caminhada de até uma hora de duração.

Na comparação da página à esquerda, se por um lado fica cristalino que a água de coco é pobre em sódio – justamente o mineral que mais escapa na transpiração -, ela se redime na quantidade de potássio, bem superior à dos preparados tradicionais. Nesse quesito, o sumo de um fruto do coqueiro é capaz de oferecer a dose diária recomendada. "Esse elemento é ótimo para indivíduos com hipertensão. Pesquisas mostram que ele está relacionado com a queda da pressão arterial", ressalta o nutricionista Erick de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, São Paulo.

Para quem mora em regiões em que a água de coco in natura é mais escassa, a opção industrializada, vendida nas gôndolas do supermercado, é pra lá de confiável, apesar de contar com conservantes. "Mas é bom ficar de olho na data de validade, na forma como o produto é estocado e na exposição ao sol, fatores que acabam com os nutrientes", alerta Antônio Herbert Lancha Júnior, educador físico da Universidade de São Paulo.

Na hora de preparar a mochila para o treino, se ficar em dúvida sobre a necessidade de levar isotônico, João Bouzas, diretor do Laboratório de Performance Humana da Universidade Federal de Viçosa, no interior de Minas Gerais, aponta um bom critério: "De maneira geral, é necessário lançar mão das bebidas esportivas em todas as situações que o exercício superar mais de 60 minutos de prática". Para treinos mais curtos, a água já dá conta do recado, porque o corpo ainda não perdeu os sais minerais e está com um bom estoque energético. Mas, como toda regra, a questão da primeira hora tem suas exceções. Procure avaliar a temperatura e a umidade ambiente para planejar a reposição durante o suadouro.

Por último, tome cuidado com os mitos que circulam por aí: sem excessos, o isotônico não dá pedra nos rins e, dentro de uma dieta saudável, não engorda. Assim como a desidratação, a desinformação pode prejudicar seriamente o seu desempenho.

Início, meio e fim garantidos

O assunto hidratação é tão importante que as maiores empresas de nutrição esportiva vivem lançando inovações. O exemplo mais recente é a G Series, da Gatorade, linha que traz uma bebida para ser consumida antes, ao longo e depois do treino. "Esse produto tem o respaldo de pesquisas científicas e supre a necessidade dos atletas", comenta o nutricionista Erick de Oliveira.

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