Vida e Saúde

Primeiras cirurgias reparadoras em vítimas de violência acontecem em JP

Atualizado em: 27/08/2013

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) realizaou nesta segunda-feira, 26, as duas primeiras cirurgias reparadoras em mulheres vítimas de violência. A iniciativa é pioneira na Paraíba e busca proporcionar melhor qualidade de vida e resgate da autoestima às mulheres que ficaram com sequelas físicas resultantes de agressões.

As cirurgias aconteceram no horário da noite no Hospital Municipal Santa Isabel, no bairro de Tambiá. A ação envolve uma parceria entre a Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPPM), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Hospital Napoleão Laureano.

A secretária da SEPPM, Socorro Borges, explica que nesses últimos meses foram realizados procedimentos de avaliação e encaminhamentos das mulheres que necessitam da intervenção cirúrgica. “Esta é uma ação por parte do Município que garante um direito efetivo às mulheres que, mesmo saindo do ciclo de violência, continuam com as cicatrizes da agressão. As cirurgias reparadoras vão proporcionar um novo momento e maior autoestima na vida dessas mulheres”, afirmou.

Beneficiadas

Para terem acesso, serão prioritariamente beneficiadas as mulheres que comprovem que residem no município de João Pessoa e que apresentem documentos oficiais que comprovem que as sequelas são consequências das agressões sofridas.

As mulheres a serem beneficiadas também precisam ser encaminhadas pelo Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, serviço da rede municipal que acompanha e fornece apoio e assistência a mulheres em situação de violência. “É importante entender que essas cirurgias são necessárias não levando em conta apenas questão apenas estética, mas significa mais uma etapa de superação para essas mulheres que convivem com as marcas físicas e, algumas ainda, psicológicas das agressões cometidas pelos antigos companheiros”, explicou Liliane de Oliveira, coordenadora do Centro de Referência.

Encaminhadas pelo Centro, elas são atendidas no Hospital Santa Isabel, onde recebem acolhimento de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, ginecologistas, fisioterapeutas, cirurgiões gerais e cirurgiões plásticos.

Após a realização da cirurgia, elas ainda precisam passar por um procedimento de betaterapia, um tratamento que utiliza energia emitida por elétrons para prevenir a formação de quelóide e cicatriz hipertrófica, realizado no Hospital Napoleão Laureano.

Assessoria

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