Vida e Saúde

Primeira vez no ginecologista, o que fazer?

Atualizado em: 23/04/2013

calcinha

Na sala de espera de um consultório de ginecologia, uma das pacientes estava tensa. Mal havia dormido na noite anterior, antecipando em sua mente a consulta. O médico se atrasou, o que aumentou o nervosismo da paciente, que iria enfrentar essa situação pela primeira vez. Infelizmente o nervosismos de mulheres na fase da adolescência ou até mesmo as mais maduras é muito comum, esse comportamento pode prejudicar a vida da mulher. Deixar para cuidar da saúde tão tarde pode ser perigoso, pois problemas sérios podem aparecer sem dar aviso, como anomalias do desenvolvimento, irregularidades menstruais ou mesmo alguma doença crônica, como ovários policísticos. Mas quando se deve começar a frequentar esse médico? Para Paula Zulian Fagundes, ginecologista da Clínica Medicina da Mulher (SP), “a primeira consulta deve ser realizada quando houver algum tipo de dúvida que o especialista possa esclarecer, ou quando começarem as menstruações”.

A consulta

Por tratar o desenvolvimento do aparelho reprodutor feminino, a figura de um ginecologista, muitas vezes, é motivo de medo para muitas adolescentes e mulheres. O maior receio está no exame físico, que pode ser adiado, mas nunca evitado. “Às vezes é necessário aguardar algumas consultas para que a paciente se sinta mais à vontade e o exame não seja algo imposto ou traumático”, confirma a médica Paula. Mas ele é importante justamente para verificar o desenvolvimento da moça. “É preciso verificar a evolução dos caracteres secundários, no caso das meninas, os brotos mamários e pelos pubianos, além da formação da silhueta”, explica Cesar Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGSP). Mastudo isso deve ser feito em clima de respeito. “Há um formalismo próprio que dá segurança”, comenta o ginecologista. O diálogo também se torna importante. Pois, nele são abordados temas como regularidade menstrual, cólicas, acne, alimentação, a importância de realizar atividade física, vacinas e o uso de métodos contraceptivos. A ginecologista Viviane Monteiro, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ), ressalta outro tópico: “a orientação de higiene, que deve ocorrer em todas as faixas etárias”. A conversa permite que o médico descubra mais sobre o histórico da família e ainda observe não só as questões ginecológicas, como também a propensão a outras doenças. “O médico deve ter atenção especializada, mas também primária. Ele deve verificar a história da família, o perfil de risco, estabelecer a prevenção para vários males, pedir exames, observar o sedentarismo…”, informa o médico Fernandes.
Confissões e confidências

Entre os aspectos mais relevantes desse momento, destaca-se o estabelecimento de uma relação de confiança entre médico e paciente. Para Fernandes, o ginecologista deve ser um profissional companheiro da mulher, “isso porque é a ele a quem a jovem irá recorrer, não só para tirar dúvidas, mas nos casos em que tiver qualquer problema de saúde”. Quanto mais cedo esse contato for iniciado, melhor.  “A jovem tem de entender que o ginecologista é seu médico e a consulta tem caráter confidencial”, explica a médica Viviane. Para que a cumplicidade se concretize, as consultas devem ser mais longas. “No mínimo 30 minutos”, frisa Fernandes, que também evidencia a necessidade de uma periodicidade para esses encontros, mesmo que eles aconteçam uma vez por ano.?

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