Vida e Saúde

Prefeitura oferece tratamento especializado para fumantes

Atualizado em: 13/09/2012

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Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo. No Brasil, onde 18% da população com mais de 15 anos é fumante, 200 mil pessoas morrem em decorrência do vício em cigarros. Mesmo com esses dados alarmantes, o Inca também aponta uma diminuição de 40% no número de fumantes, a partir de 1989.

Em João Pessoa, a Prefeitura Municipal (PMJP) mantém cinco centros de tratamento especializado para fumantes: são os Centros de Referência do Tabagismo. O serviço é disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que aderiu ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde e Inca em 2006.

Segundo a coordenadora dos Centros, Rogéria Chelly Diniz, o tratamento é acompanhado por uma equipe multiprofissional, composta de fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e médicos, por meio de uma abordagem cognitivo-comportamental e de medicamentos. “O objetivo é combater e controlar o vício em cigarros, além de proporcionar meios para que as pessoas deixem definitivamente de fumar e passem a adotar hábitos de vida saudáveis”, disse.

Qualquer pessoa pode ter acesso ao programa, basta procurar um dos locais de tratamento que funcionam nos Centros de Atenção Integral, em Jaguaribe, Mangabeira, Cristo, Rangel e Mandacaru. A coordenadora explicou que, depois de inscritos no programa, os usuários são encaminhados para o psicólogo e iniciam o tratamento. O processo terapêutico se dá de forma grupal (15 pessoas, em média) e tem duração de três meses. “Quando necessário, é inserido o tratamento medicamentoso com adesivos (foto), gomas de mascar, pastilhas de nicotina e ansiolíticos”, acrescentou.

A psicóloga Eunice Chaves revelou que quase sempre as pessoas chegam aos locais de tratamento procurando pela medicação, mas acabam descobrindo que podem chegar a seus objetivos com a terapia. “A dinâmica começa desde a acolhida, pois muitos sabem o que estão procurando, mas não sabem como funciona o tratamento”, disse. Para se livrar do vício, de acordo com ela, é imprescindível que a vontade parta da própria pessoa. “Tem que querer estar aqui. Só assim conseguiremos aplicar o tratamento e alcançar as mudanças de hábito desejadas”, frisou.

Assessoria

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