Vida e Saúde

Plástica após redução de estômago exige saúde equilibrada

Atualizado em: 06/09/2013

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O número de operações para redução de peso cresceu 275% entre os brasileiros nos últimos anos. No entanto, a redução brusca de peso pode provocar problemas de autoestima pelo excesso de pele resultante do procedimento. Para dar solução à questão entre ex-obesos, surgiu uma nova modalidade: a cirurgia de contorno corporal. Para que esse procedimento seja feito de forma segura, é preciso atender a alguns requisitos.

Dermolipodistrofia é a flacidez de pele resultante da rápida perda de peso, especialmente após a cirurgia bariátrica. De acordo com o cirurgião plástico Fabiano Paiva Martins, para resolver esses casos, a cirurgia plástica perdeu o conceito de reconstrutora para se dedicar à reparação estética e funcional. “Além disso, temos que aguardar que o paciente tenha uma estabilidade de peso. Geralmente, o paciente que se submete a uma cirurgia de redução de estômago consegue essa estabilidade após 12 a 24 meses. Ou seja, varia entre um e dois anos esse processo. Então, primeiro temos que aguardar esse período. Não adianta operar um paciente após dois meses, porque ele ainda estará no processo de redistribuição do peso”, explica.

O especialista destaca ainda que, assim como é orientado para o paciente que vai se submeter à cirurgia bariátrica, é importante que a saúde esteja equilibrada o suficiente para que não haja complicações durante o procedimento. “Se porventura o paciente diabético, por exemplo, estiver com a glicemia controlada, ou o paciente hipertenso estiver com a pressão arterial controlada e a condição cardiológica funcionando bem, a cirurgia poderá ser feita. Isso é o que realmente importa, ao invés da idade. Se o paciente estiver com a saúde compensada, não haverá contraindicação para a cirurgia reparadora”, ressalta o médico.

As partes do corpo que mais sofrem o impacto provocado pela rápida redução de gordura generalizada são mamas, braços, abdome, dorso, coxas e, em alguns casos, até o rosto. Por isso, o cirurgião Fabiano Paiva alerta que essa cirurgia deve ser sempre realizada por etapas, ou seja, cada região por vez, associando duas ou mais partes do corpo. “Muitos desses pacientes obesos e ex-obesos acabam desenvolvendo outras doenças associadas à obesidade, como, por exemplo, hipertensão, diabetes, problemas respiratórios por restrição imposta pelo peso; limitações cardiológicas em consequência da sobrecarga ao coração, entre outras. Por isso, é preciso ter condições clínicas adequadas para a cirurgia reparadora”, afirma.

JM Online

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