Vida e Saúde

Pesquisa mostra que flexibilidade no trabalho favorece a produtividade e rentabilidade

Atualizado em: 10/03/2012

Setenta e três por cento das empresas (73 %)  no Brasil  declararam que a produtividade aumentou após aplicarem práticas flexíveis de trabalho, e 70% delas relacionam receitas maiores às novas condições de trabalho, segundo recente pesquisa da Regus, fornecedora global de soluções para o local de trabalho. Mais de 16.000 gerentes seniores foram entrevistados em todo o mundo e esta é provavelmente a primeira vez que uma pesquisa independente avaliou a conexão entre as condições flexíveis de trabalho (horários e/ou locais de trabalho), ao aumento de produtividade e a geração de receitas maiores.

Os entrevistados alegaram que se sentem mais motivados e estimulados graças às condições flexíveis de trabalho (72%), o que talvez seja um indicador da razão para eles conseguirem ser mais produtivos e gerarem mais lucros. Ao proporcionarem melhores condições de saúde e motivação ao funcionário, as práticas flexíveis de trabalho também desempenham papel importante como ferramenta de retenção de talentos. Dessa forma, as empresas podem contar com um método extremamente valioso de recompensar e atrair recursos.

Outros resultados interessantes:

  • 76% dos entrevistados declararam que trabalham mais enquanto estão se deslocando de um local a outro.
  • 68% dos entrevistados declararam que os profissionais na sua empresa levam uma vida mais saudável graças às condições flexíveis de trabalho.
  • 75% deles acreditam que aumentará o número de pessoas que começará a trabalhar meio período em algum momento da carreira.
  • As pequenas empresas aderiram às condições flexíveis de trabalho mais rapidamente do que as grandes empresas. Oitenta e um por centro dos colaboradores de pequenas empresas disseram que as condições de trabalho são mais flexíveis hoje em dia, enquanto somente 61% dos entrevistados que trabalham em grandes empresas afirmaram o mesmo.

“Os avanços da tecnologia e as melhorias na infraestrutura de telecomunicações, além das exigências dos profissionais por um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, têm levado as práticas flexíveis de trabalho a se tornarem cada vez mais presentes nas organizações, o que demonstra que essa é uma tendência que veio para ficar”, comenta Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil. “Os profissionais também estão trabalhando mais, enquanto se deslocam de um ponto a outro, fazendo da disponibilidade de centros empresariais nas principais cidades uma proposta cada vez mais interessante e necessária, principalmente, para pequenas empresas que não contam com rede de escritórios em outros países”.

Além desses benefícios, as equipes parecem trabalhar de forma mais saudável quando conseguem equilibrar a vida pessoal e a profissional. “Em suma, todo o pessoal fica mais satisfeito no trabalho, se torna mais fiel à empresa e, por conseguinte, menos propenso a aceitar propostas de outras organizações. Conforme as expectativas e as exigências dos profissionais mudam, com destaque para a maior participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro (mais do que dobrou de 1950 a 2009), as práticas flexíveis de trabalho estão se tornando uma ferramenta que pode ser usada para recompensar funcionários em todas as regiões” *, finaliza Ribeiro.

UN Women,  Policy, Practice and Potential: Work-Life Integration in the United Nations system, novembro de 2010

Assessoria

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