Vida e Saúde

Pesquisa mostra a percepção sobre a primeira infância

Atualizado em: 16/09/2012

family lie on floor

Na visão dos pais, quando o assunto é a criança em seus primeiros anos de vida, as prioridades são o pré-natal e a consulta com o pediatra para tomar as vacinas. Essa maior valorização dos aspectos médicos e biológicos do desenvolvimento infantil em relação ao emocional, cognitivo, cultural e social é comprovada por estudo inédito realizado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) em parceria com o Instituto Paulo Montenegro.

A maioria dos entrevistados na amostra nacional (51%) respondeu que o mais importante para o desenvolvimento da criança de 0 a 3 anos é levá-la ao pediatra e dar as vacinas regularmente. Aspectos importantes relacionados ao vínculo afetivo e ao estímulo ao desenvolvimento, como brincar e passear, ficaram em segundo plano e foram apontados por apenas 19% dos entrevistados.

Um dado que também desperta a atenção é o uso da televisão como ferramenta de aprendizado por 55% das participantes do grupo de mães e gestantes e ainda maior, 65%, entre pessoas das classes mais altas (A/B). Não obstante, 66% da amostra nacional afirmaram acreditar que para estimular as crianças de 0 a 3 anos o mais importante é ter muito carinho dos pais, conversar, cantar e ler histórias.

Falando ainda da valorização da saúde, 69% dos 2002 entrevistados na segunda etapa afirmaram que o aspecto mais importante para o desenvolvimento do bebê durante a gravidez é a realização do pré-natal. Entre as gestantes e mães de crianças com até 1 ano de vida, 98% afirmaram terem ido a pelo menos uma consulta de pré-natal, sendo que a média é de sete consultas.

Também na área da saúde, o papel relevante do profissional foi comprovado no questionamento sobre a principal fonte de informação das mães. Da amostra nacional (2002), 71% entendem que as dúvidas devem ser esclarecidas pelo pediatra. A confiança nesse profissional cresce ainda mais entre as que têm maior escolaridade.

Parto

O parto normal foi apontado na pesquisa nacional como o preferido por 66% dos participantes, por permitir uma recuperação mais fácil. Porém, das 203 mães e gestantes ouvidas, pouco mais da metade (52%) conseguiu ter parto normal e a maioria das que passaram por cesárea afirmaram que a decisão partiu do médico.

E qual o papel do pai?

Entre os 2002 entrevistados da amostra nacional, o papel paterno é muito valorizado, tanto na gestação (80%) como na criação dos filhos (73%). Porém, a prática é diferente. Entre as mães e gestantes, apenas 41% afirmaram que os pais participam ativamente da gestação e 51% das grávidas vão sozinhas às consultas. Somente 47% dos pais atuam efetivamente na criação dos filhos, nos cuidados, nas consultas ao pediatra e nas vacinas.

Sempre Materna

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