Vida e Saúde

Obope: Brasileiro se preocupa com coração

Atualizado em: 11/10/2012

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 Uma pesquisa do Ibope sobre hábitos dos brasileiros em relação à saúde cardíaca foi divulgada nesta terça-feira (9) e revela que, apesar de a maioria das pessoas demonstrar preocupação com o coração, a minoria faz algo efetivamente para prevenir doenças no futuro.

O estudo "Coração sob controle" foi realizado em agosto com 2.002 participantes (52% mulheres e 48% homens) de todas as regiões do país, na faixa dos 15 aos 50 anos.

Ao todo, 88% das mulheres e 83% dos homens disseram que se preocupam com a saúde cardíaca, mas a maioria não sabia que hipertensão, diabetes, colesterol alto, cigarro e idade acima dos 40 anos são fatores de risco. Apesar de as brasileiras conhecerem mais suas taxas de colesterol e consumirem mais frutas e verduras que os homens, elas (27%) praticam menos atividade física regular que eles (37%).

Segundo o nutrólogo e um dos responsáveis pela pesquisa, José Ernesto dos Santos, que também é professor do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, a mulher vai ao médico com mais frequência, mas os homens são mais ativos – muitos mantêm o hábito de jogar futebol, tênis e outras modalidades com os amigos pelo menos uma vez por semana, por exemplo.

"O sexo feminino passou a ter os problemas de saúde do masculino, além da jornada dupla. Apesar disso, em geral, a mulher está mais bem informada que o homem sobre os fatores de risco que levam a doenças cardiovasculares como infarto e AVC", diz Santos.

O nutrólogo acredita que é preciso fazer um trabalho a longo prazo, comportamental, para que os brasileiros realmente ponham em prática o que já sabem sobre hábitos de vida melhores. Sobre o consumo diário de seis porções de frutas e verduras, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 26% das mulheres e 21% dos homens afirmaram que seguem.

Apesar disso, 89% das brasileiras e 84% dos brasileiros admitiram que têm disposição para se alimentar de forma mais equilibrada em favor da saúde do coração. Outras 80% delas e 77% deles falaram que estão dispostos a praticar algum esporte regularmente, pelo mesmo motivo.

"Também é preciso investir mais em saúde pública, campanhas, ações e regulamentação de propagandas e horários de veiculação de alimentos voltados para as crianças. Fora que a porcentagem da população que frequenta academia é muito pequena, então deveria haver uma reformulação das cidades, para que as pessoas pudessem se exercitar, caminhar mais, ir a praças. A saúde publica passa pela secretaria de obras", destaca Santos.

Além disso, o médico recomenda, para quem tem colesterol alto, o consumo frequente de fitoesteróis, substâncias presentes em verduras, legumes, feijões, nozes e óleos vegetais, que ajudam a reduzir a absorção desse tipo de gordura pelo organismo.

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