Vida e Saúde

Novo método para remoção de varizes sem internação ou anestesia

Atualizado em: 29/03/2012

Estimativas feitas no Centro de Saúde Escola de Botucatu revelam que 35,5% da população têm varizes, sendo 15,8% os casos intensos ou moderados. Devido ao grande número de pessoas que sofrem com as varizes e necessitam de tratamento, as filas do SUS muitas vezes chegam a anos de espera. Enquanto isso, os casos mais simples podem se tornar graves e os mais graves, gravíssimos.

As varizes não são apenas um problema de saúde, os custos para o Governo com o tratamento pelo método tradicional (cirurgia) chegam à casa das dezenas de milhões de dólares. Dados do Data-SUS de 2006, referentes ao período de 2003 a 2005, registraram 284.355 internações para cirurgia de varizes em hospitais públicos, dos quais 22,1% já apresentavam úlcera (ferida). O custo para o Governo com estas internações foi de R$ 137.056.895 (US$ 62.250.563, na cotação da época). Isso sem levar em conta os prejuízos “colaterais”, tanto para as empresas quanto para os pacientes, advindos da utilização do método tradicional.

A necessidade de repouso no pós-operatório afasta a pessoa do trabalho, em média, por um mês após a cirurgia. Para os que são operados durante o período normal de trabalho, é prejuízo para a empresa, que fica sem seu funcionário; para os que são operados nas férias, é prejuízo pessoal, já que perderão seu tempo livre com o repouso do pós-operatório. Além disso, são muitos os casos de aposentadoria precoce em virtude de problemas com varizes, quando elas chegam a um grau severo.

Uma solução que promete mudar esse cenário é a escleroterapia com espuma, um tratamento tão eficaz quanto a cirurgia tradicional. Além de ser de simples execução, barato, não necessitar de internação hospitalar, anestesia e nem repouso no pós-operatório, o método não retira a pessoa a ser tratada de suas atividades de trabalho e lazer, e, caso implementado em larga escala, geraria uma economia de milhões aos cofres públicos todos os anos.

Esse método é baseado na injeção de medicamento nas veias doentes com a intenção de provocar inflamação da parede desta veia, inflamação esta que destrói a veia, transformando-a numa cicatriz imperceptível. A escleroterapia com espuma é um procedimento já consagrado no exterior e foi aclamado como a alternativa mais moderna no combate às varizes no 39º Congresso da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, realizado em setembro. No Brasil, o método foi trazido pelo médico Eduardo Toledo de Aguiar, angiologista e cirurgião vascular pioneiro no Brasil da escleroterapia com espuma.

Dados levantados na Europa confirmam que esse tratamento tem eficácia semelhante à da retirada da veia por cirurgia. O método já é usado em outros centros com sucesso, como na University of Califórnia, San Diego, em La Jolla (EUA), em que o método é usado para tratamento da insuficiência venosa crônica grave. Em vários centros como Alemanha, Portugal e também na América do Sul (Chile), a escleroterapia com espuma vem sendo adotada para tratamento das varizes e suas complicações.

Da redação, com informações da assessoria de imprensa

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