Vida e Saúde

Mutirão de atendimento às vítimas de Santa Maria (RS)

Atualizado em: 28/02/2013

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As vítimas do incêndio da boate Kiss de Santa Maria serão atendidas em mutirão a partir do próximo sábado (9). A ação, definida em videoconferência coordenada pelo Ministério da Saúde e realizada nesta quarta-feira (27), em Brasília, dará agilidade ao monitoramento clínico de todos os envolvidos na tragédia. As consultas para o acompanhamento de vítimas, familiares e profissionais que atuaram no resgate serão realizadas no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), que já começou a fazer o atendimento ambulatorial. 

O monitoramento das vítimas da tragédia inclui tanto os pacientes internados e que tiveram alta quanto as pessoas que estavam na boate ou que participaram do resgate e tiveram contato com a fumaça tóxica liberada durante o incêndio. “No dia em que se completa um mês da tragédia, a maior homenagem que podemos prestar é dar continuidade ao atendimento de qualidade que estamos prestando a todas as vítimas e seus familiares. O Ministério da Saúde continuará prestando assistência clínica e psicossocial a todos os envolvidos”, destaca Padilha.

A videoconferência contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul, do Hospital Universitário de Santa Maria, do Grupo Hospitalar Conceição e do Hospital das Clínicas de Santa Maria.

Monitoramento

Para o monitoramento de todos os envolvidos na tragédia, o Ministério da Saúde trabalha com três prioridades: os pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e ou  queimaduras, as pessoas que tiveram contato na boate com os gases e inalantes, além dos amigos e familiares das vítimas que precisam de apoio psicológico. Todo o acompanhamento clínico e psicossocial será custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os pacientes que ficaram internados em situação mais grave terão prioridade na avaliação clínica. A partir de uma lista com nomes e contatos disponibilizada pelos hospitais, eles já começaram a ser contatados para atendimento na próxima semana, a partir de 04 de março. No entanto, todos aqueles que procurarem o serviço serão submetidos a uma triagem inicial para a realização de exames e definição do procedimento clínico que será adotado.

As pessoas que tiveram contato com os gases tóxicos produzidos pela fumaça do incêndio que não desenvolveram quadro pulmonar grave e, portanto, não foram internadas serão chamados para avaliação clínica e pulmonar no HUSM. “Independente de apresentarem ou não sintomas, todos serão submetidos a exames clínicos e pulmonares e dependendo do resultado poderá ser necessária  a realização exames complementares”, explicou o ministro.

Cadastro das vítimas

O cadastro das pessoas que tiveram contato na boate Kiss com os gases e inalantes liberados pela fumaça tóxica poderá ser feito a partir de segunda-feira (4) por meio de um link disponibilizado na página do Ministério da Saúde ou pela Ouvidoria do SUS no telefone 136.  As informações recebidas pelo Ministério da Saúde serão encaminhadas para a Secretaria Estadual de Saúde de Porto Alegre.  A 4ª Coordenadoria Regional de Saúde será a responsável por agendar, com o HUSM, a consulta médica.

Todos aqueles que se cadastrarem receberão uma ligação com a orientação do dia e hora da consulta médica no HUSM. As pessoas que não moram em Santa Maria serão orientadas pela Secretaria Estadual de Saúde a procurarem unidades de saúde referenciadas para dar continuidade ao acompanhamento médico.

Assistência

Em razão do incêndio da boate Kiss em Santa Maria (RS), 239 pessoas morreram e mais de 570 vítimas foram atendidas pelos serviços de saúde da cidade. O Ministério da Saúde deslocou, para a cidade gaúcha, voluntários da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e intensificou ações das Unidades de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), equipados com respiradores. Foram mobilizados 66 voluntários ntre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e psiquiatras. Atualmente, 22 pacientes permanecem internados em hospitais de Santa Maria e Porto Alegre, sendo 03 em ventilação mecânica.

Ainda para o atendimento às vítimas, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 22 respiradores, sete ambulâncias de UTI do SAMU, 30 ventiladores e 30 oxímetros de pulso, 200 ampolas de imunoglobulina antitetânica, 140 kits de hidroxicobalamina e 15 monitores. Também foram disponibilizados 120 profissionais entre psicólogos e psiquiatras para atendimento a vítimas e familiares. Entre os dias 1º e 25 de fevereiro foram realizados mais de 1.300 atendimentos psicossociais.

MS

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