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Mulheres super-férteis são mais propensas a abortos recorrentes

Atualizado em: 03/09/2012

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Cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriram que mulheres 'super-férteis' são mais susceptíveis a abortos recorrentes.

A pesquisa revela que os úteros dessas mulheres são mais propícios à implantação de embriões, tanto sadios quanto insalubres.

"Isto é importante porque, nos últimos 60 anos, os pesquisadores acreditavam que o aborto era consequência da rejeição materna do feto em função de diferenças imunológicas", afirma o coautor do pesquisador Jan Brosens.

A pesquisa indica que o mecanismo de rejeição não é devido a isso. Segundo os pesquisadores, abortos recorrentes podem agora ser vistos não como a incapacidade de manter a gravidez, mas talvez como a incapacidade de evitar uma.

Brosens e seus colegas examinaram amostras de úteros de seis mulheres que sofreram abortos recorrentes e seis que tinham fertilidade normal. No laboratório, os pesquisadores colocaram embriões de alta e de baixa qualidade em nas células do útero dos dois grupos de mulheres. As células de mulheres com fertilidade normal rejeitaram os embriões de baixa qualidade e começaram a gerar os de alta qualidade. As células de mulheres com abortos recorrentes começaram a gerar ambos os embriões de alta e de baixa qualidade.

De acordo com os pesquisadores, esta nova visão sobre a biologia de implantação oferece possibilidades de tratamento e prevenção de abortos espontâneos recorrentes.

Eles acreditam que um novo teste de diagnóstico poderia ser desenvolvido para identificar seletivamente embriões de baixa qualidade.

Além disso, o conhecimento da 'super-fertilidade' pode ajudar as mulheres a entender o aborto de uma maneira nova. "Muitas mulheres que sofrem abortos recorrentes têm a sensação de que não podem ser mães, porque parecem rejeitar os fetos. De fato, o oposto pode ser o caso. Elas são, na verdade, super-férteis", concluem os pesquisadores.

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