Vida e Saúde

Mulheres são 55,6% da população idosa

Atualizado em: 01/10/2013

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De acordo com os dados da edição 2012 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados pelo IBGE na semana passada, as pessoas com mais de 60 anos são, hoje, 12,6% da população brasileira (24,85 milhões de indivíduos). As mulheres são maioria no grupo, representando 55,6%, um total de 13,84 milhões de pessoas.  O “novo idoso”, que hoje integra um grupo cada vez maior na sociedade do Brasil, está mais saudável e em busca de independência. A busca constante pela qualidade de vida é primordial.

Acima dos 60 anos, doenças crônicas, típicas da idade, são bastante comuns. Portar um problema de saúde, nem sempre, porém, significa não ser saudável. A princípio, a afirmação parece contraditória, mas faz muito sentido. A definição médica para o que é saúde coloca em patamares distintos o fato de ter um problema de saúde e a condição de se estar doente.

“Define-se saúde como uma medida da capacidade de realização de aspirações e da satisfação das necessidades e não simplesmente como a ausência de doenças. A maioria dos idosos é portadora de doenças ou disfunções orgânicas que, na maioria das vezes, não estão associadas à limitação das atividades ou à restrição da participação social. Assim, mesmo com doenças, o idoso pode continuar desempenhando os papéis sociais”, explica Mamede Moura, diretor médico do Hospital da Paraíba.

Com o correto acompanhamento de profissionais e a busca constante por atividades que estimulem o corpo e a mente, é possível conviver com as disfunções dessa fase da vida, levando, sim, uma vida que pode ser chamada de saudável.

Independência

A autonomia do idoso é o fator primordial para se definir uma vida saudável. “O foco da saúde está estritamente relacionado à funcionalidade global do indivíduo, definida como a capacidade de gerir a própria vida ou cuidar de si mesmo. A pessoa é considerada saudável quando é capaz de realizar suas atividades sozinha, de forma independente e autônoma, mesmo que tenha doenças”, complementa Mamede.

Acompanhamento multiprofissional

Para garantir a qualidade de vida – sendo portador de doenças ou não – é fundamental que o idoso faça acompanhamento constante com profissionais da área de saúde. E não somente do geriatra, médico especialista em saúde do idoso. “É importante frisar que o médico será apenas um dos importantes profissionais a integrar a equipe multiprofissional que deve ser complementada minimamente por nutricionista, fisioterapeuta e psicóloga”, destaca Mamede.

O trabalho conjunto dessa equipe vai ser responsável pela elaboração de um guia ou plano de cuidados que tem como objetivo evitar complicações de doenças existentes, evitar novas e garantir a qualidade de vida do idoso. “As ações incluem prevenção de quedas e acidentes pessoais, implementação de alimentação adequada, fortalecimento da musculatura a fim de proporcionar independência e funcionalidade e atividades que mantenham a cognição e o convívio social”, explica Mamede.

Assessoria

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