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Mulheres mentem sobre seu sucesso para achar namorado?

Atualizado em: 29/05/2015

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Uma advogada jovem e bem sucedida vai a uma balada. Quando conhece um possível pretendente que pergunta sobre sua profissão, ela não hesita em dizer que trabalha com cosméticos. Essa situação, apesar de parecer fora da realidade, é comum nos Estados Unidos, na percepção da escritora Liza Mundy.

Ela veio ao Brasil para participar do Fórum Nossa Felicidade, organizado pela revista Claudia, da Abril, à qual pertence EXAME.com. Autora do livro “Michelle”, biografia da primeira-dama dos Estados Unidos, e de “O Sexo Mais Rico”, que chega ao Brasil neste mês, Liza fez uma vasta pesquisa sobre o aumento do poder aquisitivo das mulheres e do número de pessoas do sexo feminino que são provedoras do lar.

Em palestra ministrada nesta terça-feira, em São Paulo, ela contou diversos casos de jovens que conquistaram uma boa posição na carreira, mas que ainda possuem dificuldades de assumir tal posição diante da sociedade e, principalmente, da figura masculina.

Após serem ensinadas que o papel do provimento da casa pertence ao homem e que é difícil conseguir um pretendente se tiverem uma boa vida profissional, várias delas se anulam, de acordo com Liza.

Outro problema que vem com a escalada das mulheres em funções de grande projeção é a sensação de estranhamento que elas têm quando ganham mais do que o parceiro, a ponto de eles terem que abrir mão de seu trabalho para que as cônjuges possam seguir com a delas, diz Liza.

Entre outros casos, ela contou sobre uma moça que ficou bastante nervosa ao ouvir do namorado que ele estava disposto a largar o trabalho para se mudar para outra cidade com ela, já que a companheira tinha maiores perspectivas do que ele.

“Ela sentiu as responsabilidades que teria que enfrentar e ficou nervosa. Eu disse a ela ‘bem-vinda à vida que os homens vivem há muito tempo’”, afirmou Liza. Esse exemplo dado pela jornalista mostra um novo fenômeno que, segundo ela, está surgindo e deve aumentar nos próximos anos: os homens não verão problema em abdicar de suas carreiras em nome de sua parceira, caso ela esteja em situação melhor.

De acordo com Liza, ao mesmo tempo em que estão crescendo em escolaridade, as mulheres também estão se casando com homens de menor nível de escolaridade. Isso, muitas vezes, conforme a escritora, gera preconceito, que faz com que homens se sintam mal nessa posição e mulheres se sintam culpadas, por não estarem mais no lugar de submissão que historicamente ocuparam.

O desafio, a partir de agora, é driblar o julgamento de familiares mais conservadores e da sociedade como um todo, diz LIza. “Devemos mudar o nosso pensamento sobre o que queremos de um relacionamento. O mundo está mudando, há muitos problemas ainda, mas também há novas oportunidades tanto para homens quanto para mulheres serem felizes”, diz.

Fonte: Da Redação com Exame

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