Vida e Saúde

Métodos contraceptivos variam de R$ 3 a R$ 2 mil

Atualizado em: 28/02/2013

contraceptivos

Não há mais desculpas! Atualmente, o mercado brasileiro oferece uma gama de opções que impede a gravidez indesejada. No entanto, a escolha vai depender do perfil de cada paciente. “O aconselhamento médico é fundamental na avaliação das indicações e contraindicações.

Mulheres tabagistas, obesas, com histórico clínico ou familiar de câncer de mama, risco de trombose e doenças cardiovasculares não devem utilizar contraceptivos hormonais”, alerta o ginecologista dr. Fernando Prado Ferreira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Conheça todos os métodos e opte pelo que melhor atende às suas necessidades!

Camisinha

As camisinhas masculina e feminina têm a mesma função: impedir que os espermatozoides cheguem ao útero. Além de funcionar como um importante método capaz de evitar a gravidez indesejada, a camisinha também previne doenças sexualmente transmissíveis, como aids, hepatite C, gonorreia e HPV. Mas, atenção! Os preservativos para homem e mulher nunca devem ser usados de forma simultânea. Preço sugerido: R$ 3 (pacote com três unidades da camisinha masculina) e R$ 8 (unidade da camisinha feminina).

Pílula

Muito usada pelas mulheres, a pílula é um anticoncepcional que impede a ovulação, pois “engana” o organismo feminino. Atualmente, existem as pílulas monofásicas, que têm a mesma dosagem de estrogênio e progesterona em todos os comprimidos, as multifásicas, que têm dosagens diferentes de estrogênio e progesterona, e as minipílulas que contêm dosagens baixas de progesterona. Após a interrupção do método, a chance de gravidez é imediata. O custo varia, mas a maioria das pílulas é fornecida pelo SUS.

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um anticoncepcional de emergência e não deve ser usada com frequência. Por ter alta dosagem de progesterona, o remédio pode desencadear uma série de efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, dores de cabeça, sensação de inchaço e irregularidade na menstruação. A pílula tem 95% de eficácia se consumida nas primeiras 24 horas após o “acidente”. Mas, se for ingerida a partir do 4º dia, perde seu efeito. Preço sugerido: de R$ 10 a R$ 25.

Anticoncepcional injetável

Para as mulheres que costumam esquecer-se de tomar a pílula diariamente no mesmo horário, uma boa alternativa é a injeção. "É uma boa opção para as adolescentes", avisa o ginecologista dr. Fernando Ferreira. O anticoncepcional injetável contém progesterona e/ou estrogênio e tem a mesma ação do comprimido, ou seja, impedir a ovulação. A aplicação deve ser feita pelo profissional de saúde, já que a injeção é intramuscular, com uma frequência mensal ou trimestral. O método está disponível no SUS. Preços sugeridos: de R$ 10 a R$ 25 (injeção mensal) e de R$ 20 a R$ 30 (injeção trimestral).

Gel espermicida

O gel espermicida é uma substância química que tem a função de imobilizar e destruir os espermatozoides. Ele pode ser usado sozinho ou combinado com o diafragma. Com a ajuda de um aplicador, o gel deve ser inserido na vagina e é eficaz pelo período de uma hora. Preço sugerido: R$ 10.

Diafragma

O diafragma é uma espécie de anel flexível colocado na vagina antes da relação sexual para impedir a entrada dos espermatozoides no útero. O dispositivo só deve ser retirado após, no mínimo, seis horas, para que todos os espermatozoides morram. Depois do uso, é importante higienizá-lo, já que o diafragma é reutilizável. Preço sugerido: de R$ 15 a R$ 75.

Anel vaginal

O anel vaginal tem a mesma ação da pílula anticoncepcional: impedir a ovulação. Com baixa dosagem hormonal, o dispositivo é colocado na vagina no primeiro dia da menstruação. Os hormônios são liberados de forma lenta e o método tem duração de três semanas. Preço sugerido: R$ 50.

Adesivo cutâneo

O adesivo cutâneo é colado diretamente na pele e libera os mesmos hormônios das pílulas anticoncepcionais de forma gradativa. O adesivo dura uma semana e deve ser trocado três vezes durante o mês, já que tem uma semana de pausa para a menstruação. Preço sugerido: R$ 60.

Implante hormonal

O implante hormonal é um microbastão inserido no antebraço da mulher que impede a ovulação. O dispositivo é composto por um hormônio similar à progesterona e deve ser implantado pelo médico. Com duração de três anos, o método pode reduzir o fluxo menstrual. Preço sugerido: de R$ 900 a R$ 2.000 (implante e mão-de-obra do médico).

DIU

O DIU é um dispositivo inserido pelo médico na cavidade uterina que impede a gravidez. Existem dois tipos de DIU: o de cobre, fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que dura 10 anos e o de progesterona, que dura cinco anos e não está disponível na rede pública. Vale lembrar que o dispositivo não é abortivo e, segundo o ginecologista Dr. Fernando Ferreira, também é uma opção para mulheres que não têm filhos. “É mito dizer que o DIU prejudica a fertilidade. A única contraindicação é para mulheres virgens”. Preço sugerido: de R$ 1.000 a R$ 2.000 (DIU de progesterona e mão-de-obra do médico).

Laqueadura

A laqueadura é uma intervenção cirúrgica definitiva que impede o encontro dos óvulos com os espermatozoides por meio de um bloqueio das trompas. No Brasil, ela é permitida após os 25 anos ou quando a mulher já tem dois filhos. A cirurgia pode ser feita durante a cesárea ou por uma técnica chamada de laparoscopia (sem cortes). O SUS e os convênios costumam arcar com as despesas.

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