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Médicos dizem que nem sempre é possível ter bumbum perfeito

Atualizado em: 07/08/2013

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Ter o bumbum perfeito é vontade de muitas mulheres, e não só brasileiras. No Reino Unido, por exemplo, o número de cirurgias plásticas nos glúteos aumentou consideravelmente depois que o bumbum de Pippa Middleton virou um dos assuntos mais comentados após o casamento real do príncipe William e Kate Middleton, em abril de 2011.

"É surpreendente alcançar a fama global antes dos 30 anos por conta de sua irmã, seu cunhado e o tamanho de seu bumbum”, escreveu Pippa em seu primeiro livro. O assunto ganhou tanto destaque que o estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, deu declarações polêmicas ao jornal The Sun: “não gosto do rosto dela, mas acho que ela só deveria mostrar a parte de trás do corpo”.

Por aqui, o bumbum das celebridades também está sempre em alta, seja para elogiar ou não. O formato musculoso de alguns deles, como de Gracyanne Barbosa e da funkeira Valesca Popozuda, divide opiniões entre homens e mulheres. Fato é que todas reparam, comentam, criticam e invejam o bumbum perfeito. E qual a solução? Cirurgia plástica pode ser uma delas.

Em 2011, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica contabilizou mais de 23 mil gluteoplastias no País. Apesar do alto número, representa ainda um percentual muito pequeno em relação ao total, apenas quase 3%. E o que querem esses pacientes? “A maior parte das mulheres se interessa pelo bumbum empinado, ou seja, um bumbum projetado, arredondado”, afirma Raul Gonzalez, cirurgião plástico especialista em glúteos e autor do livro Gluteoplastia – Passo a passo da cirurgia do contorno posterior.

O conjunto

Mas, apesar da imensa possibilidade de opções satisfatórias com a cirurgia plástica, os especialistas alertam que o resultado vai de acordo com o biótipo de cada paciente e que não é possível pedir, sob encomenda, os bumbuns vistos na televisão e nas revistas. “Não existe isso de pedir igual, você tem que ver o que pode ser aumentado. Na verdade, aumenta-se a projeção e o contorno do músculo glúteo de acordo com o corpo da pessoa, a forma não vai mudar”, explica Dr. José Horácio Aboudib, especialista em glúteos e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“As comparações sempre existem, mas devem ser vistas apenas como ilustração do resultado almejado, mas nunca como meta, pois a paciente sempre será ela mesma, apenas melhorada”, complementa o cirurgião plástico Dr. André Colaneri.

Segundo ele, o motivo é que o glúteo não é visto isoladamente, mas é avaliado em um contexto entre a cintura e as pernas e, portanto, a genética e o biótipo da paciente são determinantes para a cirurgia, que deve ser feita sem perder a harmonia do conjunto. “Avaliamos as proporções do glúteo, onde é mais projetado ou onde falta projeção, além da espessura do músculo e da gordura, o tipo de quadril, dos flancos e das pernas”, comenta o cirurgião.

Assim, no mercado de plásticas existem possibilidades de cirurgias para melhorar os variados tipos de glúteos. As próteses disponíveis são em formato oval ou redonda. “A redonda só se aplica em pessoas com nádega curta, o que é uma minoria”, explica Dr. José Horácio Aboudib.

Glúteo achatado

Para um bumbum achatado ou chato, a prótese oval pode ser uma solução, lembrando que o tamanho do quadril influencia também no tamanho da prótese de silicone a ser aplicada. Em pessoas muitos magras, os especialistas podem ainda usar a própria gordura corporal para preencher a parte lateral.

Glúteo flácido

O glúteo flácido é outro tipo que incomoda muito as mulheres, e nem sempre pode ser resolvido.  “Para cada problema há indicação de um procedimento que pode ajudar, mas é bom deixar claro que nem sempre tudo tem solução. Bumbum flácido, mas que ainda não justifica um lifting glúteo nem sempre tem solução”, afirma Dr. Raul Gonzalez.

No entanto, os glúteos levemente flácidos e que têm depressão na altura dos quadris podem ser modificados também com o implante de silicone e é uma das maiores ocorrências nos consultórios.

Tipos de cirurgias

O lifting glúteo é feito em casos de grande perda de peso em pacientes que eliminam cerca de 40, 50 quilos e é preciso tirar o excesso de pele. Ele tem uma recuperação mais lenta e deixa uma cicatriz maior, já que os cortes passam pela barriga e pelas costas para levantar a pele. Nas cirurgias para implantes de silicone – que variam entre 300 e 400 ml, chegando ao máximo de 500 ml – a cicatriz tem, em média, 4 centímetros e fica entre as nádegas.

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