Vida e Saúde

Maquiagem, esmalte e produtos de cabelo podem fazer mal à saúde das crianças

Atualizado em: 17/09/2013

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Hoje em dia, cada vez mais cedo, as garotas começam a usar produtos feitos para adultos. Sem o devido cuidado e orientação a aplicação de artigos de beleza como esmalte, batom, tinta de cabelo e maquiagem, podem trazer problemas para a saúde, de acordo com o  dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, João Paulo Junqueira Magalhães Afonso, membro titular da SBCP (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

De acordo com o médico, o uso de produtos de beleza não são recomendados para as crianças, já que a pele ainda não está plenamente desenvolvida e não tem uma barreira de defesa completa. Por causa disso, a criança se torna mais vulnerável e pode facilitar o surgimento de dermatites e alergias que podem permanecer para o resto da vida.

O esmalte, usando com frequência, pode causar alergia na região das mãos ou por todo o corpo. Além disso, o processo de tirar a cutícula compromete a proteção da unha proporcionando a entrada de fungos e bactérias.

Ainda de acordo com o médico, usar produtos para pintar, alisar e descolorir os cabelos também pode interferir no desenvolvimento natural do cabelo. A realização de escovas, de lavagem e o uso de produtos químicos agridem os fios e tornam o cabelo quebradiço e sem brilho.

O uso de maquiagem não é recomendado para crianças menores de seis anos, pois ainda não têm entendimento sobre alguns cuidados como não esfregar os olhos com o produto aplicado e nem mesmo ingeri-los. A partir dessa idade, maquiagens “recreativas” desenvolvidas para este público podem ser utilizadas com cautela. É importante ter atenção redobrada com as substâncias muito próximas aos olhos, como rímel e sombras, que oferecem alto risco de irritações.

Mesmo com todas as orientações, se o uso dos produtos for necessário é recomendado optar por versões infantis e que tenham o registro da Anvisa (Vigilância Sanitária) e Inmetro. Esses produtos são testados dermatologicamente e são menos danosos para a saúde das crianças.

R7

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