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Mais mulheres morrem por causa do cigarro

Atualizado em: 17/02/2013

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Até há pouco tempo, o câncer de pulmão matava muito mais homens do que mulheres. A justificativa parecia bastante simples: como a doença está quase que estritamente ligada ao tabagismo e os homens fumavam mais do que as mulheres, era natural que mais homens tivessem câncer de pulmão. Mas isso vem mudando a passos rápidos. Uma pesquisa feita com dados de mais de 2 milhões de americanos mostrou que as mortes ligadas ao tabagismo já se igualam entre homens e mulheres.

Aqui no Brasil a coisa não é tão diferente. Os últimos dados são de 2010 e mostram que foram 13.677 mortes entre homens e 8.190 entre mulheres por câncer de pulmão. Isso sem contar os outros tipos de neoplasia que estão ligados ao cigarro, assim como mortes por infartos, derrames e insuficiência respiratória.

A questão é: as mulheres têm fumado cada vez mais. Hoje a taxa de tabagistas é de 17,9% entre os homens e de 12,7% entre as mulheres. Acontece que cada vez mais homens estão deixando de fumar, enquanto a proporção de mulheres entre novos fumantes aumenta. Se há igualdade na exposição de risco, é natural que haja igualdade nos danos.

O levantamento nos Estados Unidos mostrou que, pela primeira vez, o índice de mortalidade de mulheres fumantes é equivalente a de homens tabagistas. Por causa do início mais precoce do tabagismo e da quantidade de cigarros fumados, a mulher atual tem muito mais chance de morrer por causa do hábito do que as fumantes da década de 1960.

Nos anos de 1950 e 1960, as fumantes tinham três vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que as mulheres não-fumantes. Entre 2000 e 2010, esse risco subiu para 25 vezes – semelhante ao nível atingindo pelos homens na década de 1980 e mantida atualmente.

Blog Jairo Bouer

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