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MAIS DE 75% DAS MULHERES TÊM MIOMAS UTERINOS. VEJA COMO TRATAR!

Atualizado em: 17/04/2015

mioma

Os miomas são tumores sempre benignos e podem aparecer em diversas regiões do útero, e em tamanhos variados. Tire suas dúvidas sobre o assunto!

 

Falar de mioma uterino pode assustar um pouco as mulheres. Afinal, ele costuma surgir durante a fase reprodutiva e geralmente não apresenta sintomas. A doença costuma ficar quieta por anos até que, de uma hora para outra, cresce em pouco tempo. Ela ataca as células do útero e começa a se multiplicar de forma desordenada, o que pode alterar o formato do órgão.

mioma uterino é um tumor que, segundo a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), ocorre com mais frequência entre os 40 e 50 anos e se manifesta em mais de 75% das mulheres (metade delas não apresentam sintomas). Nas mulheres negras, o índice de miomas uterinos chega a ser de três a nove vezes maior.

A palavra tumor, embora assuste, não é tão grave neste caso. O risco do mioma uterino ser maligno é muito baixo. “Ele é um tumor benigno na musculatura do útero e cersce de forma lenta e progressiva até a menopausa. Quando chega nessa fase, regridem espontaneamente por causa da queda na produção de hormônios. Ele costuma encolher e até desaparecer. São mais frequentes a partir da terceira década de vida. Apesar disso, os miomas podem ocorrer em mulheres mais jovens também”, explica o ginecologista-obstetra Jurandir Passos, do Delboni Medicina Diagnóstica.

Alguns sintomas

  • Menstruação irregular, forte e por longos períodos;
  • Sangramento fora de hora;
  • Dores abdominais, pélvicas e durante a relação sexual;
  • Problemas urinários, como uma vontade frequente de urinar, infecção do trato urinário, cistite ou infecção dos rins


Tipos de miomas

“Os miomas podem ser encontrados na parte de fora da superfície uterina – chamados subserosos –, bem como no meio da musculatura – intramurais – ou crescer na cavidade interna do endométrio (membrana que reveste a parede uterina), que são os miomas submucosos. Há também os miomas pediculados, que podem estar ligados à superfície externa da musculatura do útero”, reforça Jurandir.

Dentre esses três tipos, os que apresentam mais sintomas são os submucosos que, por atingirem a cavidade do endométrio podem alterar o padrão menstrual, seja na quantidade ou na duração. Osmiomas intramurais normalmente não oferecem sintomas, mas se localizados na região em que se faz a cesariana pode dificultar a cirurgia ou a extração do feto. Já os miomas subserosos, além de poder levar a essa dificuldade, podem comprimir a parte final do intestino e dificultar o seu funcionamento, principalmente, no período gestacional em que o crescimento do útero também ocorre por conta da evolução da gravidez.

“Nos miomas pediculados a dor é aguda e de forte intensidade. Muitas vezes até leva a paciente para a internação e cirurgia de urgência. Há ainda um subtipo do mioma pediculado que é aquele que cresce para dentro da cavidade do endométrio, o que seria na verdade um mioma submucoso pediculado. Ele pode atingir um grande tamanho e sofrer um processo de expulsão pelo orifício do colo uterino, como a que ocorre com o feto durante o parto. Esse mioma, normalmente, está associado a dor e ao sangramento, e o seu tratamento é cirúrgico”, completa Jurandir Passos.

Fonte: Tempo de Mulher

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