Vida e Saúde

Mais de 1 mil pessoas fazem fila por cirurgia bariátrica no HC da Unicamp

Atualizado em: 13/03/2014

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Mais de mil pessoas interessadas em realizar cirurgia bariátrica, conhecida como cirurgia de redução de estômago, formaram longas filas ontem, quarta-feira (12) no Ginásio Multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os pacientes estavam no local para realizar inscrição e se candidatar ao procedimento gratuitamente no Hospital de Clínicas (HC).
Estima-se que 1,2 mil pacientes sejam atendidos.  Três equipes trabalharam no atendimento dos interessados. As inscrições foram feitas exclusivamente no dia 12/03.

Depois das medições de peso e altura, além de cálculo do IMC e anotação de dados pessoais, os candidatos deverão aguardar para assistir a uma palestra que explicará o processo e orientará os pacientes. A escolha dos pacientes não é feita por sorteio, segundo o hospital. É um cadastro realizado somente no local de pessoas com obesidade mórbida, podendo ter outras doenças associadas. Quem já está cadastrado no sistema do HC da Unicamp não precisa fazer o registro novamente.
Os pacientes selecionados farão parte do grupo pré-operatório e passarão pela preparação antes do procedimento. Serão selecionadas as pessoas que tiverem o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 40 ou maior que 35 no caso de pacientes com doenças graves associadas, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, síndrome metabólica e apnéia do sono.
Três equipes trabalham no atendimento dos interessados. Depois das medições de peso e altura, além de cálculo do IMC e anotação de dados pessoais, os candidatos deverão aguardar para assistir a uma palestra que explicará o processo e orientará os pacientes. Um levantamento do HC aponta que 20% dos pacientes interessados não conseguem alcançar a meta para perder peso e continuam na fila. No fim de ano, por causa das festas, e no inverno, o índice sobe para 30%. O banco de dados do hospital possui dois mil cadastros atualmente.
A equipe de gastrologia tem como objetivo desenvolver iniciativas que permitam à população de Campinas e região terem uma chance mais pontual de combater a obesidade mórbida. “Muitas pessoas acreditam que a obesidade mórbida é uma questão de estética, e infelizmente não é. A obesidade mórbida é uma doença crônica e inflamatória, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que causa outras doenças associadas e que, se não for tratada, pode levar à morte”, explica o gastrocirurgião Elinton Adami Chaim.
Quem pode operar
Os pacientes interessados em fazer a cirurgia bariátrica devem ter no mínimo 16 anos. O procedimento não é indicado para pessoas com sobrepeso. Ele é indicado apenas para obesos mórbidos. Segundo Chaim, o motivo é que a literatura demonstrou que, em longo prazo, pode ocorrer uma redução aproximadamente 15 anos na expectativa de vida do indivíduo .
Além disso, os médicos observaram que para o paciente com sobrepeso não existe benefício que justifique a cirurgia. Pelo contrário, ele enfrentará riscos. O tratamento cirúrgico é a última opção.
Volta ao peso antigo
Cerca de 10% dos pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica voltam ao peso que tinham antes do procedimento, sendo que 2% voltam a ter obesidade mórbida. De acordo com Chaim, a causa é falta de preparo psicológico e dificuldade de introdução de atividade física como um hábito de vida, como é recomendado pela equipe médica. Os pacientes devem passar por um acompanhamento médico pelo resto de suas vidas, porque precisam fazer reposição de vitaminas e carecem ainda de acompanhamento psicológico e nutricional.
Riscos
Em curto prazo, podem ocorrer sangramentos, tromboembolismo pulmonar e infecções. A longo prazo, pode haver desnutrição, anemia e o aparecimento de novas compulsões. É o caso de pacientes que passam a ingerir uma grande quantidade de leite condensado, achocolatados, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Fonte: G1

 

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