Vida e Saúde

Mães terão maior apoio no período da amamentação

Atualizado em: 02/08/2013

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 O Ministério da Saúde quer ampliar o apoio às mães no período de amamentação em unidades de saúde, hospitais e bancos de leite. Nesta quinta-feira (1º), os governos de mais de 170 países promovem atividades para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno.

No Brasil, foi lançada a Campanha do Aleitamento 2013, com uma recomendação: Tão importante quanto amamentar seu bebê, é ter alguém que escute você. O objetivo é enfatizar aos profissionais de saúde a necessidade de um atendimento especial às mulheres em período de amamentação. Um fato que merece atenção é que, por falta de informação, muitas mães abrem mão do aleitamento, que é a única forma recomendada para bebês até os seis meses de idade. 

Para o coordenador da área de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, a mulher precisa de apoio para ter sucesso no aleitamento, especialmente em casos nos quais a mãe está ansiosa, tem dúvidas e dificuldades em relação à alimentação do bebê. Esse apoio, segundo ele, deve vir tanto do companheiro, quanto da família e de profissionais de saúde. 

— A mulher pode ter ansiedade, dúvida ou dificuldade em relação ao aleitamento – se [a quantidade] está sendo suficiente para alimentar seu filho, em casos de rachaduras dos mamilos ou leite empedrado. Se o apoio à amamentação não acontece no momento oportuno, a mulher pode desistir. É preciso que o acesso à informação no âmbito das unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) não seja burocratizado. É errado exigir que se agende uma consulta para isso.

De acordo com representante do Ministério da Saúde, estima-se que 41% das mulheres amamentem seus bebês até os primeiros seis meses.

— O nosso objetivo é que consigamos avançar nessa área. Temos a expectativa de que, no ano que vem, quando vamos fazer uma pesquisa nacional sobre prevalência do aleitamento, possamos ter avançado ainda mais. 

O Brasil tem a maior rede de bancos de leite do mundo, com 210 unidades e 117 postos de coleta. Por ano, são coletados em média 166 mil litros de leite humano que beneficiam, aproximadamente, 170 mil recém-nascidos, segundo dados do Ministério da Saúde. A expectativa é que, este ano, o governo invista R$ 7 milhões nos bancos de leite. 

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e coordenador da rede brasileira de aleitamento, João Aprijo, pede que as mulheres busquem apoio de um profissional antes de tomar a decisão de parar de amamentar seu bebê. De acordo com ele, em 2012, mais de 2,6 milhões de mulheres conseguiram seguir amamentando devido a ações assistenciais. 

— Quando nos falamos de amamentação, sempre lembramos da criança. Mas é bom lembrar que o verdadeiro protagonista é a mulher. Apesar de muita gente dizer que [amamentar] é um ato natural, instintivo e biológico, é mais ou menos. É bom lembrar que a mulher está em um momento de grande vulnerabilidade, com sentimentos ambíguos e contraditórios o tempo inteiro. Essa mulher tem dúvidas, e ela tem todo o direito de ter. 

Agência Brasil

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