Vida e Saúde

Insônia pode duplicar risco de acidente vascular cerebral

Atualizado em: 04/06/2015

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Pessoas com insônia podem ter duas vezes mais chance de ter ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com aquelas que dormem bem, de acordo com estudo realizado por pesquisadores de Taiwan.

Descoberta apoia evidências que sugerem que ter dificuldade para dormir pode tornar as pessoas doentes

Estudos anteriores têm sugerido problemas do sono podem causar ou contribuir para condições físicas e mentais como obesidade, depressão, pressão alta e até mesmo déficit de memória em alunos que ficam acordados até tarde.

A equipe de pesquisa, liderada por Chien-Yi Hsu no Taipei Veterans General Hospital, utilizou um banco de dados de saúde contendo 2 milhões de pessoas. Depois de eliminar as pessoas com depressão, ansiedade, sono, apneia, convulsões e abuso de substâncias, os autores identificaram cerca de 11 mil pessoas com 45 anos ou mais que sofrem de insônia, e mais de 32 mil pessoas sem o problema.

Após um acompanhamento de quatro anos, os pesquisadores descobriram que 1,6% das pessoas que sofriam de insônia tiveram um ataque cardíaco, enquanto entre aquelas que dormiam bem, apenas 0,76% sofreu ataque cardíaco.

Enquanto 11,2% dos portadores de insônia tiveram um derrame, 6,5% das pessoas sem insônia tiveram AVC.

Os pesquisadores concluíram que a insônia foi associada com um risco maior de eventos cardiovasculares futuros, tais como ataque cardíaco e derrame.

“É uma descoberta interessante e se baseia em pesquisas anteriores demonstrando aumento do risco de ataque cardíaco associado com insônia. Este estudo acrescenta ainda informação nova, que há uma forte relação com acidente vascular cerebral também”, afirma o pesquisador Gregg Fonarow, da UCLA.

Apesar dos resultados, Fonarow afirma que os médicos não devem ser mais agressivos no tratamento da insônia. “Trabalhar para tratar a insônia é bom para a qualidade de vida, mas é muito cedo para dizer se o tratamento da insônia irá diminuir as chances de doença cardíaca”, ressalta.

 

Fonte: Da Redação com ISaúde

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