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Gravidez após os 40: é possível engravidar naturalmente? Há riscos? Tire suas dúvidas

Atualizado em: 28/09/2017

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Muitas coisas podem ocasionar uma gravidez tardia, carreira, projetos pessoais, condições financeiras… Mas está cada vez mais comum ser mamãe após aos 40. Você conhece os riscos e as possibilidades dessa prática? Entenda como se preparar para essa realidade. Leia a matéria na integra, abaixo.

 

 

Gravidez após os 40: é possível engravidar naturalmente? Há riscos? Tire suas dúvidas

Projetos pessoais, realização profissional e até condições financeiras estão motivando cada vez mais mulheres a mudarem os planos em torno da maternidade. Enquanto algumas desistem de ter filhos, outras simplesmente adiam o sonho de se tornarem mães e deixam para engravidar em uma idade mais madura.

O aumento da expectativa e também da qualidade de vida são alguns dos fatores que motivam a maternidade tardia – sem contar que a decisão de se ter um filho mais tarde costuma ser mais planejada e estruturada dentro das famílias. A isso se somam ainda os inúmeros procedimentos médicos que auxiliam na reprodução humana.

Cada vez mais comum, a tendência das gestações após os 40 anos vem aumentando todos os anos e já não são raros os casos de mulheres que tomam essa decisão. Famosas como Ivete Sangalo, Karina Bacchi, Eliana, Carolina Ferraz e Cláudia Abreu são exemplos de que é possível ser mãe (pela primeira vez ou não) em uma idade em que a fertilidade feminina é colocada em xeque.

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Engravidar após os 40 anos

Limitação dos óvulos

De acordo com o ginecologista Armindo Dias Teixeira, especialista em reprodução assistida, as chances de a mulher engravidar por meios naturais começam a diminuir após os 35 anos. Isso porque as mulheres nascem com um número determinado de óvulos e esse fator determina, ao longo da vida fértil, algumas faixas etárias que se tornam críticas para uma gravidez.

Para se ter uma ideia da perda de fertilidade, aos 30 anos, uma mulher tem 80% de chance de engravidar naturalmente dentro do período de um ano. Depois dos 40, a possibilidade de engravidar a partir dos seus próprios óvulos reduz para 30% e vai caindo a cada ano. “Após os 40, a fertilidade da mulher diminui, porque a quantidade e a qualidade dos óvulos também se reduz”, explica.

Uma saída para quem quer ter uma gestação tardia é o congelamento de óvulos. Neste caso, o Dr. Armindo recomenda que o procedimento seja feito até os 35 anos – idade em que os óvulos ainda são considerados jovens. “Após esse período, não é impossível realizar o congelamento, mas é preferível seguir esse prazo, pois as chances de uma gravidez segura e garantida diminuem com a idade”, diz.

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Fecundação natural

Apesar de limitante, a idade da mulher não impede uma concepção natural, sem a necessidade de métodos reprodutivos assistidos. Porém, esta possibilidade está sujeita a muitos fatores, que vão desde a saúde da mulher e predisposição genética a infertilidade.

“A idade é inevitável, mas as mulheres que querem engravidar devem adotar um estilo de vida equilibrado para que uma gravidez aconteça de forma saudável. Quando uma pessoa se cuida, o organismo todo é beneficiado”, afirma.

A gravidez acima dos 40 anos também exige uma supervisão médica mais dedicada para que sejam avaliadas todas as condições de saúde da mulher. “É preciso investigar causas gerais de infertilidade, se não há nenhuma doença nas trompas, nos ovários ou no útero, se ela está ovulando da forma correta. Vale fazer um acompanhamento geral do sistema reprodutivo e da saúde da mulher como um todo para garantir que seja possível uma gestação”, orienta o ginecologista.

Caso não aconteça de maneira espontânea, a gravidez pode ser “induzida” através de tratamentos médicos, como reposição hormonal e inseminação artificial, entre outros. Segundo o Dr. Armindo, nenhum tratamento tem 100% de chances de darem certo, mas a fertilização in vitro é o método mais rápido para quem tem pressa.

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Quais são os riscos?
Mesmo possível, uma gravidez tardia carrega certos riscos para a mãe e o bebê. A partir dos 40 anos, a mulher está mais propensa a ter problemas de saúde, já que aumentam, por exemplo, os casos de hipertensão e diabetes gestacional. Existem também outros obstáculos inerentes ao avanço da idade, como o envelhecimento do útero e do assoalho pélvico – que podem ser “corrigidos” com tratamentos indicados por médicos e especialistas.

Além disso, as mulheres com idades acima dos 40 possuem maiores riscos na gestação, podendo sofrer com aborto espontâneo, parto prematuro, anomalias placentárias, crescimento intra-uterino restrito e as chamas cromossomopatias, como a Síndrome de Down.

Entretanto, com um pré-natal rigoroso e medidas preventivas, as chances de ocorrerem problemas de desenvolvimento do bebê caem consideravelmente. O acompanhamento médico, inclusive, garante uma gestação mais tranquila e próxima da normalidade.

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Cuidados na gestação tardia
Junto com as consultas periódicas, a mulher também deve ter alguns cuidados especiais – tanto antes de engravidar quanto durante a gestação. Para garantir uma gravidez saudável, é recomendada a adoção de práticas que incluem um preparo corporal com exercícios, alimentação adequada e exclusão de hábitos prejudiciais, como tabagismo e sedentarismo.

A indicação de repouso absoluto ou outras particularidades vai depender do caso e estado de saúde geral da mãe.

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Fonte: Vix 

 

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