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Fumo pode aumentar risco de ressaca após consumo excessivo de álcool

Atualizado em: 05/12/2012

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Cientistas da Brown University, nos EUA, descobriram que o fumo pode aumentar o risco de ressaca após uma noite de consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

A pesquisa revela que estudantes universitários eram mais propensas a relatar sintomas da ressaca se fumaram mais fortemente no dia em que beberam. Segundo os pesquisadores, o estudo sugere a probabilidade de que existe um efeito direto do fumo no risco de ressacas.

O trabalho foi publicado na revista Journal of Studies on Alcohol and Drugs.

A líder da pesquisa Damaris J. Rohsenow e seus colegas avaliaram 113 estudantes que registraram seus hábitos de beber e fumar, e todos os sintomas da ressaca, diariamente durante oito semanas.

Em geral, quando os estudantes bebiam muito, o equivalente a cinco ou seis latas de cerveja em cerca de uma hora, aqueles que fumavam mais apresentaram maiores chances de sofrer ressaca na manhã seguinte.

Segundo Rohsenow, há evidências de que a ressaca afeta a atenção e o tempo de reação a curto prazo. "Ninguém tem certeza, ainda, se a ressaca pode ser sinal de algum tipo de dano ao cérebro, mas o fumo já é conhecido de outros estudos por agravar os efeitos nocivos no cérebro causado por anos de alcoolismo", afirma.

A pesquisadora ressalta que já existem motivos de sobra para evitar tanto fumar quanto beber muito. Mas, de acordo com ela, estes resultados sugerem que, se os fumantes vão consumir álcool em excesso, seria sábio, ao menos, reduzir o cigarro.

A relação entre fumo e ressaca não é totalmente compreendida. Pesquisas anteriores mostraram que os receptores de nicotina no cérebro estão envolvidos em nossa resposta subjetiva para beber. Por exemplo, fumar e beber ao mesmo tempo aumenta a liberação de dopamina, substância química do cérebro que aumenta sensação de bem-estar. Assim, o fato de que a nicotina e o álcool são ligados no cérebro pode explicar por que fumar está associado a um maior risco de ressaca.

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