Vida e Saúde

Fórmula matemática prevê risco de obesidade infantil no momento do nascimento

Atualizado em: 03/12/2012

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Cientistas do Imperial College London, no Reino Unido, desenvolveram uma fórmula matemática capaz de prever o risco de obesidade infantil no nascimento.

A fórmula, que está disponível como uma calculadora online, estima o risco de obesidade da criança com base no seu peso no nascimento, índice de massa corporal dos pais, o número de pessoas no domicílio, o histórico profissional da mãe e se ela fumou durante a gravidez.

A equipe espera que o método de previsão possa ser usado para identificar crianças e famílias de alto risco e possa ajudar os pais a tomar medidas para impedir que seus filhos se tornem obesos.

O trabalho foi publicado na revista Plos One.

Os pesquisadores, liderados por Philippe Froguel, desenvolveram a fórmula usando dados do estudo Northern Finland Birth Cohort, criado em 1986 para seguir 4 mil crianças a partir da gravidez.

Eles inicialmente investigaram se o risco de obesidade pode ser avaliado através de perfis genéticos, mas o teste que eles desenvolveram com base em variações genéticas comuns não fez previsões precisas. Em vez disso, eles descobriram que informações não genéticas disponíveis no momento do nascimento foram suficientes para prever quais crianças se tornariam obesas.

A fórmula provou ser precisa não apenas no estudo finlandês, mas em outros testes usando dados de estudos na Itália e nos EUA.

"Este teste leva muito pouco tempo, não necessita de quaisquer exames de laboratório e não custa nada. Todos os dados que usamos são fatores de risco bem conhecidos para a obesidade infantil, mas esta é a primeira vez que eles foram usados em conjunto para prever a partir do momento do nascimento a probabilidade de uma criança se tornar obesa", afirma Froguel.

Segundo o pesquisador, "uma vez que uma criança se torna obesa, é difícil para elas perder peso, por isso a prevenção é a melhor estratégia, e tem que começar o mais cedo possível. Infelizmente, as campanhas públicas de prevenção têm sido bastante ineficazes na prevenção da obesidade em crianças em idade escolar".

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