Vida e Saúde

Foi-se o tempo em que ser workaholic era bem visto

Atualizado em: 04/09/2013

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 E eis que depois de um dia exaustivo você sai para jantar – e relaxar. No restaurante, antes de ver o cardápio, confere o e-mail corporativo no celular. Você sai do trabalho mas ele não sai de você? Antes de pifar, tome uma atitude.

CABEÇA VAZIA

Se você faz parte desse time, repense os hábitos em nome da produtividade. “Desconectar-se é essencial. Quem não esvazia a cabeça tem dificuldades em encontrar soluções inovadoras”, diz Andréa Piscitelli, consultora de estratégia humana e professora doMBA da FIA-SP.

ÓCIO ELEGANTE

A não ser que você precise, de fato, estar conectada 24 horas para alguma emergência – caso dos obstetras, por exemplo –, não se desligar do serviço nos momentos de folga não transmite uma imagem de profissional exemplar. Essa postura será vista de forma negativa. Mandar ume-mail de trabalho para sua equipe no sábado à noite suscitará comentários como: “Mas a Fulana não deveria estar no cinema?”. Foi-se o tempo em que o mercado valorizava tipos que sacrificavam a vida pessoal em prol do emprego. “Alguns se acham mais importantes do que realmente são”, afirma Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida.

FOCO É TUDO

Quem tem organização no trabalho costuma terminar as tarefas no prazo. Quem deixa para a última hora leva serviço para casa  – e, assim, é inevitável que o trabalho invada a vida pessoal. Profissionais procrastinadores tendem a trabalhar horas além do  expediente para recuperar o tempo perdido. Com isso, perdem momentos preciosos de lazer.

VOCÊ NÃO CONSEGUE?

OK, vamos dizer que é mais forte do que você: se for para tirar 30 dias de férias e ficar sem saber o que acontece na empresa, você corre o risco de enlouquecer. Há maneiras de disciplinar essa “obsessão”.

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 3.796 entrevistados no Brasil mostrou que 45,4% têm dificuldades para se desligar após o fim da jornada. Uma outra pesquisa, do site de viagens Expedia, mostra que 60% dos brasileiros checam e-mails de trabalho durante as férias.

Luís Testa, diretor de marketing da Catho, agência de empregos, recomenda que se estabeleçam horários certos para ver os e-mails ou conferir a secretária eletrônica do seu ramal. “Se a pessoa fizer isso a cada meia hora, não vai relaxar nunca”, afirma. Defina horários ou dias específicos para a atividade, de forma que não comprometa o convívio comos amigos e familiares.

MAS POR QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE?

Essa é uma questão importante: muitas pessoas não desconectamdo trabalho por insegurança. Profissionais inseguros não gostam de tirar férias por temer que seu substituto se saia melhor no serviço do que eles. Trabalhe essa questão, se preciso for, com terapia. E pense: na atual conjuntura, profissionais que sabem delegar estão entre os mais valorizados pelo mercado. Se não quiser ficar para trás, relaxe.

Marie Claire

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