Vida e Saúde

Fertilização in vitro realizando o sonho de muitas mulheres

Atualizado em: 07/05/2012

A cada mês, uma mulher jovem e saudável tem entre 20% e 25% de chances de engravidar. Depois dos 35 anos, esse percentual cai significativamente e continua diminuindo com o passar dos anos. Sendo assim – e porque muitas mulheres têm priorizado a estabilidade profissional e financeira antes de engravidar – é cada vez mais comum buscar ajuda médica para ter o primeiro filho e comemorar o Dia das Mães em grande estilo. Nesse cenário real, a fertilização in vitro desponta como uma grande esperança de continuidade.

Há vários casos que podem ser resolvidos com medidas simples, como o controle da ovulação para o sexo programado ou uma pequena estimulação ovariana para aumentar as chances de gravidez. A fertilização in vitro é um recurso avançado dentro da Medicina Reprodutiva. “Quando associada a um comportamento benéfico, principalmente quando a futura mamãe para de fumar, combate o sedentarismo e o stress, e tem uma dieta equilibrada e saudável, a gravidez acontece bem mais facilmente. A utilização da técnica, quando bem indicada, permite que a paciente possa desfrutar da maternidade em toda sua plenitude”, diz Edson Borges, médico especialista em Reprodução Humana e diretor científico do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo.

Para muita gente, até bem pouco tempo atrás, a única opção era a adoção. Hoje, a Medicina Reprodutiva oferece novas opções. Mas, por mais que a ciência tenha avançado nesse sentido, as técnicas disponíveis para ajudar um casal a ter o tão desejado herdeiro ainda são um tanto desconhecidas de uma parcela da população. “O termo in vitro significa ‘no laboratório’. Depois de tentar a gravidez por um ano sem sucesso, o casal pode recorrer à ajuda especializada. Nessa fase, escolher uma boa clínica de fertilização assistida é fundamental para se atingir o objetivo final”, diz o médico.

Borges explica que a fertilização in vitro é um tratamento em que óvulos e espermatozoides são colocados ‘para namorar’ dentro do laboratório. A mulher usa medicações hormonais para estimular uma ovulação normal, gerando mais de um óvulo. Em seguida, os óvulos são retirados por ultrassonografia (sem cortes ou dor) e colocados em contato com os espermatozoides do parceiro, numa placa no laboratório. “Quando esse objetivo é alcançado, os óvulos fecundados começam a se dividir. Depois de três dias, já são considerados embriões e têm entre seis e oito células. É nesse momento que introduzimos os embriões no útero da mãe, limitando a um ou dois a fim de evitar os riscos de uma gestação múltipla”.

Na opinião do especialista, como qualquer outra grande decisão na vida, o importante é o casal colher informações e não ter pressa para se decidir por uma determinada clínica. “O casal normalmente deve levar em conta cinco fatores: histórico da clínica, tipos de tratamento, taxas de sucesso, custo do tratamento e bom atendimento. Se basear em apenas um fator aumenta os riscos de o investimento de tempo, dinheiro e, principalmente, de esperança, não ser bem-sucedido. O ideal é avaliar o conjunto”.

Segs

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