Vida e Saúde

Estudo comprova a alta eficiência da vacina contra a catapora

Atualizado em: 09/04/2013

vacina

O uso generalizado da vacina contra a catapora é relativamente recente; ela começou a ser aplicada no mundo todo apenas em 1995. Desde então, pesquisadores norte-americanos têm realizado um amplo estudo para verificar a sua real eficiência contra a doença – e o resultado, publicado na versão online do jornal Pediatrics, é bastante positivo.

Os cientistas começaram, naquele ano, a analisar 7.585 crianças de 1 a 2 anos que haviam acabado de receber a primeira dose da vacina. A partir dali, realizaram entrevistas com os pais de seis em seis meses, registrando a ocorrência de catapora e herpes-zóster (erupção causada pelo mesmo vírus). A segunda dose da vacina foi recomendada em 2006, e o estudo foi finalizado em 2009.

No total, foram registrados 1.505 casos de catapora – número considerado pequeno, já que, antes da popularização da vacina, ela costumava afetar 90% da população e era responsável por milhares de hospitalizações por ano. A outra notícia foi ainda mais animadora: entre as crianças que tomaram a segunda dose, não houve nenhum caso da doença.
Entenda a catapora

A catapora (ou varicela), altamente contagiosa, atinge, principalmente, crianças de 1 a 6 anos de idade. A transmissão acontece por contato e por via respiratória. Ambientes pouco ventilados, creches e escolas são propícios para a disseminação do vírus. Por conta disso, a melhor forma de prevenir o seu filho é por meio da vacinação. Por enquanto, ela só é oferecida nas clínicas particulares, por R$ 180 (cada dose). A primeira picada deve acontecer aos 12 meses com reforço aos 4 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir do segundo semestre deste ano, a vacina contra a catapora entrará no calendário básico de vacinação oferecido gratuitamente pelo SUS, juntamente com a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola (conhecidas hoje como tríplice viral). A vacina tetraviral, que vai oferecer proteção contra as quatro doenças, deve seguir o mesmo esquema de vacinação da tríplice: a primeira dose aos 12 meses com reforço aos 4 anos.

Sintomas e tratamento

Febre alta (acima de 38°C) e manchas avermelhadas pelo corpo são os primeiros sinais. Logo, formam-se pequenas bolhas que se rompem e viram feridas. Durante cerca de três dias, as bolhas surgem por levas: enquanto umas secam outras nascem no corpo da criança. As bolhas podem aparecer também nas mucosas: na boca, na conjuntiva, na área genital.

Durante essa fase, há risco de transmissão. Por isso, se você tem mais de uma criança em casa e um de seus filhos pegou a doença, leve-os ao pediatra e evite que durmam no mesmo quarto. Objetos pessoais devem ficar separados para evitar o contágio. Somente após de 5 a 7 dias, as últimas bolhas secam, formando crostas.

A catapora não oferece grandes riscos, mas como as bolhas coçam, é preciso evitar que a criança crie um machucado em cima delas para não haver inflamação local e cicatriz. Não há medicamento específico, a não ser aqueles para combater os sintomas, como a febre e a coceira.

Abaixo, algumas recomendações para evitar complicações:

– Corte sempre as unhas do seu filho e deixe-as limpas;

– Evite que ele tenha contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;

– Coloque roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

– Tente fazer com que seu filho repouse, principalmente enquanto tiver febre;

– Ofereça alimentos leves e muito líquido.

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