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Esqueci de tomar a pílula! E agora?

Atualizado em: 23/03/2013

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Hoje, a pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres. Afinal, sua eficácia é comprovadamente muito alta, reduzindo praticamente a zero as chances de uma gravidez.

No entanto, essa eficiência depende do seu uso correto. Portanto, se houver esquecimento, é certo que haverá riscos, seja em maior ou menor probabilidade.

De acordo com o Dr. Luciano Pompei, ginecologista obstetra e professor da Faculdade de Medicina do ABC, quando se deixa de tomar uma pílula ou mais da cartela, a redução do poder contraceptivo dependerá de três fatores: dosagem de hormônio da pílula, momento do esquecimento e quantidade de comprimidos.

"É possível encontrar pílulas anticoncepcionais com pausas de quatro, seis ou sete dias. Mas, independentemente do tipo adotado, o pior momento para deixar de tomá-las é no início da cartela", explica o especialista.

Quanto à quantidade de hormônio, ele diz que as de média dosagem apresentam menor risco, caso haja o esquecimento. Mas, é melhor ficar atenta, pois a maioria das mulheres faz uso das pílulas de baixa dosagem, cuja possibilidade de uma gravidez não planejada é maior.

O número de comprimidos não tomados também influencia na eficiência contraceptiva, que é reduzida gradativamente. No entanto, vale dar continuidade à cartela, conforme indicação do Dr. Pompei. "Se a mulher esqueceu uma pílula, ela deve tomá-la logo que se lembrar. Caso sejam duas ou mais, deve-se ingerir apenas uma assim que perceber", ensina.

O impacto na sua ação é pequeno quando se deixa de tomar apenas uma pílula, mas aumenta no caso de duas os mais. Entretanto, mesmo que o esquecimento seja de apenas uma unidade, o risco de engravidar é grande caso a mulher tenha deixado de tomar o comprimido no início da cartela. Nestes casos, o ginecologista obstetra diz que é obrigatório o uso de outro contraceptivo, como a camisinha.

Se já aconteceram relações sexuais nesse período de esquecimento e não houve o uso de outro método de proteção, o Dr. Pompei diz que é possível fazer uso da pílula de emergência, mais conhecida como pílula do dia seguinte, para evitar uma gestação indesejada. Ele destaca que prefere chamar o contraceptivo de pílula de emergência para deixar claro que a mulher só deve tomá-la em situações de alto risco. O uso frequente é um grande erro.

Então, em uma situação emergencial, o ideal é tomá-la o mais breve possível, depois da relação sexual desprevenida, seja por não ter tomado o anticoncepcional adequadamente ou pelo rompimento da camisinha, por exemplo. A eficácia é maior nas primeiras 48 horas e vai reduzindo. Estudos apontam que até três dias a pílula de emergência ainda tem o poder de diminuir as chances de gravidez. Após tomá-la, a mulher precisa esperar a próxima menstruação para voltar a tomar seu anticoncepcional normalmente.

No entanto, o Dr. Pompei enfatiza que, quando o esquecimento de tomar a pílula anticoncepcional é constante, o melhor é optar por outro método que facilite o uso correto. Anel, adesivo e injeção são apenas algumas das inúmeras possibilidades. Mas, antes de qualquer mudança, é primordial procurar um médico, que irá analisar o caso e apresentar as opções mais adequadas. "É comum a mulher trocar de contraceptivo, começando a usar o que uma amiga indicou. Isso nunca deve ser feito, pois cada caso tem uma alternativa mais apropriada", finaliza o ginecologista obstetra.

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