Vida e Saúde

Especialistas alertam sobre cuidados após os 40 anos e mortalidade materna

Atualizado em: 28/05/2014

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Dia 28 de maio é um dia em que a população brasileira deve voltar sua atenção à saúde feminina. Nessa data é comemorado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, dois assuntos intimamente ligados.
Apesar da expectativa de vida aumentar a cada ano no nosso país, a mudança no estilo de vida e alguns problemas ainda impedem que as mulheres mantenham a boa saúde no decorrer da vida e, principalmente, quando chegam ao fim da sua vida reprodutiva.

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Segundo a ginecologista do Hapvida Saúde, Isabella Gomes, é a partir dos 40 anos que a mulher deve se preocupar mais com a saúde. “Devido à chegada da menopausa, é nessa época em que a mulher apresenta mais predisposição a desenvolver algumas doenças, mas isso não significa que as que não estão nessa faixa etária não devam se preocupar também”, alerta.
Com a menopausa, que ocorre entre os 40 e 65 anos de idade, o corpo da mulher passa por diversas mudanças que afetam diretamente a sua qualidade de vida. A queda nos níveis hormonais causa, além dos sintomas mais conhecidos – como ondas de calor, suores noturnos, insônia, menor desejo sexual e irritabilidade –, diminuição da massa óssea, da atenção e memória.

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O endocrinologista do Hapvida Saúde, Fabiano Tenório, fala do que pode ser feito nesses casos. “As mulheres na menopausa apresentam uma baixa nos níveis de estrogênio e progesterona. Algumas não sentem os incômodos característicos da fase, já outras acabam perdendo um pouco de qualidade de vida por causa deles, e aí que fazemos a terapia hormonal”. Esta terapia repõe os hormônios perdidos e melhoram vários aspectos da saúde, evitando, inclusive, a osteoporose e doenças cardíacas.

Mortalidade Materna

E não é só isso que tem colocado a vida das mulheres em risco. Mesmo o Ministério da Saúde tendo apresentado uma queda nas estatísticas, a mortalidade materna ainda é um problema, como explica a obstetra do Hapvida Saúde, Juliana Neves. “A mortalidade materna ainda é uma barreira a ser enfrentada para preservar a saúde da mulher, pois não são todas que têm acompanhamento durante a gestação e assistência adequada no parto”, explica.
A mortalidade materna é caracterizada pela morte que acontece durante o parto ou e até 42 dias após. Além de ser um indicador de desenvolvimento e de saúde pública, ela faz parte dos Objetivos do Milênio da ONU, que espera cumprir em 2015 a meta de não ultrapassar 35 mortes e cada 100 mil nascimentos, mesmo que este número ainda esteja acima dos 20 a cada 100 mil considerado aceitável pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Causada por diversos motivos, a hipertensão ainda é o principal problema que leva mulheres grávidas à morte. São apontadas também hemorragia e infecção pós-parto, seguida pela infecção puerperal (febre materna por dois dias), doenças do aparelho circulatório e aborto.
A maioria dessas mortes é evitável, “o maior acesso à informação e aos serviços públicos de saúde contribuiriam e muito para a diminuição das estatísticas, pois, se o pré-natal for realizado corretamente, é possível detectar doenças e tratá-las, além das chances de complicações no parto se tornarem pequenas”, finaliza Juliana.

Fonte:Leandro Ramalho – Pauta Comunicação

 

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