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Escoliose grave causa restrição pulmonar

Atualizado em: 15/06/2012

Assim como em qualquer doença, a dor nas costas, mesmo que seja apenas um incômodo, não deve ser ignorada. Dividida em três categorias, a coluna vertebral é o elo que vai do pescoço ao início da lombar. Vista por trás, o ideal é que a coluna esteja reta, sem nenhum desvio para a direita ou para a esquerda. No entanto, quando esta inclinação para um dos lados é observada, trata-se de um sinal típico da escoliose, doença que costuma atingir adolescentes, especialmente as meninas, visto que a incidência é de nove casos em mulheres para um em homens.

A doença pode surgir tanto de causas ainda não identificadas pela medicina, quanto em decorrência de uma má formação ou relacionada a problemas neurológicos, segundo o Dr. Rogério Vidal de Lima, ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. “É complicado estabelecer um único critério para definir sua origem e tampouco se sabe a incidência da patologia no País”, revela.

Contudo, não são todos os casos que exigem tratamento. Algumas pessoas têm uma curvatura na coluna tão sutil, entre 0 e 20 graus que não provoca maiores danos e lesões na vida do paciente. No entanto, quando o grau aumenta e chega em torno de 20 a 40 graus, a utilização de coletes é o procedimento adequado e deve ser usado durante 23 horas por dia, sendo retirado apenas para hábitos de higiene pessoal como tomar banho. Porém, quando o grau é acima de 40, a escoliose é grave, já que a doença pode evoluir um grau e meio por ano. Nesses episódios, a continuação da curvatura pode provocar restrição pulmonar e problemas cardíacos e, para evitar tais ocorrências, a cirurgia é a melhor opção.

Segundo o Dr. Rogério Vidal de Lima, o primeiro exame é feito de maneira clínica. O paciente, sem roupas, deve permanecer de costas para que a sua postura, a altura dos ombros e a curvatura das costas sejam avaliadas. Normalmente é possível comprovar a escoliose na própria consulta. Com o tratamento correto, o índice de cura é alto. “Assim que o indivíduo é operado, ele está curado. Já nos pacientes com o grau abaixo de 40, é possível dizer que não possuem mais a escoliose quando a curvatura da coluna não evolui mais”, diz o especialista.

Sem causa definida, não há como recomendar medidas preventivas. No entanto, idas regulares ao pediatra ou ortopedista e acompanhamento profissional na prática de exercícios físicos ajudam neste processo. “O tratamento é individualizado e depende da idade e grau de curvatura de cada um”, finaliza o ortopedista.

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