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Dúvida: Implante salino ou de silicone?

Atualizado em: 23/10/2012

silicone

A colocação de prótese de silicone nas mamas está em uma das primeiras posições do ranking das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil. Na Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, a prótese mamária foi responsável por 25% das plásticas realizadas no mês de setembro com o percentual de 38%, a lipoaspiração foi o procedimento mais realizado. Muitas pacientes aproveitam e fazem as duas cirurgias, a lipo e o aumento dos seios, destaca o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, diretor e proprietário da Clínica Michelangelo.

Apesar de ser a mais conhecida, a prótese de silicone não é única utilizada para aumentar os seios. Nos Estados Unidos, o chamado implante salino se tornou comum devido a determinações da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos. Nos anos 90, a FDA proibiu o uso de implante de silicone no país e os médicos adotaram a prótese salina como uma alternativa para o aumento dos seios. Em 2006, os implantes de silicone foram liberados pela FDA, mas a prótese salina continua sendo muito utilizada nos EUA, afirma.

A principal vantagem do implante salino em relação ao seu concorrente está no fato do organismo ser capaz de absorver o conteúdo sem danos caso haja algum rompimento. A prótese salina também é produzida com silicone, porém, seu interior é preenchido com uma mistura de água e sal. A solução fisiológica possui a mesma concentração de sal do organismo. A desvantagem está no fato de que o implante preenchido com água e sal tem o seu formato alterado de acordo com a posição e a pressão do enchimento, explica.

O cirurgião aponta que há alguns anos o risco de vazamento das próteses de silicone era maior. Atualmente, elas são fabricadas com silicone em gel de alta coesividade e possuem camadas que tornam o risco de rompimento praticamente zero. Graças aos avanços tecnológicos, os implantes estão cada vez mais seguros. O gel garante a união do conteúdo se houver rompimento, isto é, o silicone não vai conseguir vazar pelo corpo, já que não está em forma líquida, ressalta Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A colocação do implante salino é realizada por meio de uma incisão no umbigo, pois ele possui uma válvula que possibilita o preenchimento com a solução fisiológica durante a cirurgia. Esta técnica não deixa cicatrizes visíveis, possui um pós-operatório menos complexo e a recuperação é rápida. Este tipo de procedimento não pode ser utilizado com próteses de silicone, que são colocadas através de cortes nos seios ou axilas. O preenchimento deve ser feito com cuidado, já que há pode haver ondulações e a quantidade influencia a textura, firmeza e o formato dos seios, observa.

As pacientes que optam pelo implante salino normalmente se queixam da aparência artificial dos seios, causado pela propensão a rugas na pele e pela firmeza excessiva, que denuncia a prótese especialmente em mulheres que tem pouco tecido mamário. A aparência e as sensações falsas da prótese salina não agradam muitas pacientes. Por isso, o implante mamário salino é mais indicado para quem possui bastante tecido mamário e quando o posicionamento é intramuscular, destaca o cirurgião, mestre em Princípios da Cirurgia Plástica utilizando Laser.

O implante de silicone propicia resultados mais naturais, além de ser mais resistente e ter durabilidade superior ao salino. A paciente é capaz de sentir o toque com praticamente a mesma sensibilidade que possuía antes da cirurgia e o contorno das mamas também ficam mais harmoniosos. A cirurgia plástica tem como meta promover um resultado mais próximo possível da naturalidade do corpo. A decisão de qual a melhor prótese para ser usada no aumento dos seios deve ser feita a partir de um consenso entre o médio e o paciente, acrescenta.

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