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Descoberta proteína que torna músculos maiores e mais fortes após exercício

Atualizado em: 07/12/2012

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Cientistas do Dana Farber Cancer Institute, nos EUA, identificaram uma proteína que estimula o crescimento muscular e aumenta a força após exercícios de resistência, como a musculação ou levantamento de peso.

A pesquisa sugere que o aumento artificial dos níveis dessa nova proteína poderia ajudar a prevenir a perda de massa muscular causada, por exemplo, pelo sedentarismo prolongado decorrente de doenças e do envelhecimento.

Segundo o pesquisador Bruce Spiegelman, a proteína, PGC-1 alfa-4, está presente no músculo esquelético de camundongos e humanos. Exercícios de resistência, tais como levantamento de peso, provocam um aumento de PGC-1 alfa-4, que por sua vez desencadeia mudanças bioquímicas que tornam os músculos maiores e mais fortes.

A proteína é uma isoforma, ou variante leve, de PGC-1 alfa, um importante regulador do metabolismo do corpo que é ativado por formas de exercício, como correr, que aumentam a resistência muscular ao invés do tamanho. "É incrível que duas proteínas produzidas por um único gene regulam os efeitos dos dois tipos de exercício", comentou Spiegelman.

Os investigadores verificaram que a nova proteína controla a atividade de duas vias moleculares previamente conhecidas envolvidas no crescimento muscular. Um aumento do PGC-1 alfa-4 por meio de exercício aumenta a atividade de uma proteína chamada IGF1 (insulin-like growth factor 1), que facilita o crescimento muscular. Ao mesmo tempo, PGC-1 alfa-4 também reprime outra proteína, a miostatina, que normalmente limita o crescimento muscular. Com efeito, PGC-1 alfa-4 pressiona o acelerador e remove o freio para permitir que os músculos exercitados ganhem massa e força.

Experimentos demonstraram os efeitos de aumento muscular da nova proteína. Os investigadores utilizaram vírus portadores para inserir PGC-1 alfa-4 no músculo da perna de ratos e descobriram que, dentro de alguns dias, suas fibras musculares foram 60% maiores em comparação com ratos não tratados.

Eles também projetaram ratos para ter mais PGC-1 alfa-4 em seus músculos do que os ratos normais que não se exercitavam. Os testes mostraram que os ratos tratados foram 20% mais fortes e mais resistentes à fadiga do que os controles.

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