Vida e Saúde

Dependência da internet atinge mais as mulheres

Atualizado em: 01/09/2012

Woman Working

O vício em internet pode ser devido a razões genéticas, segundo pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha.

A pesquisa sugere que mutação no gene Chrna4 que altera o receptor de nicotina no cérebro afeta mais as mulheres do que os homens

 

A equipe, liderada por Christian Montag avaliou 843 pessoas no que diz respeito à utilização da Internet. Os autores determinaram que 132 destes indivíduos, homens e mulheres, têm problemas relativos ao vício em internet baseados na reação dos voluntários quando tiveram que ficar sem internet e como achavam que se beneficiavam de estar online.

 

Os pesquisadores decidiram, então, analisar a diferença entre a composição genética de pessoas que podem ter um problema com o uso da Internet e aqueles que parecem ter controle sobre a dependência da internet.

 

Eles determinaram que os 132 indivíduos que tiveram "problema" com o uso da internet com mais frequência carregavam um gene que é predominante em pessoas que sofrem com a dependência da nicotina.

 

"O que sabemos sobre o receptor de acetilcolina nicotínico no cérebro é que uma mutação em um determinado gene promove o comportamento viciante", explica Montag.

 

A nicotina viciante encontrada no tabaco se encaixa perfeitamente neste receptor. Isto é semelhante ao que aconteceu com a acetilcolina, que é produzida pelo corpo. Estes dois neurotransmissores são componentes importantes do "sistema de recompensa" do cérebro.

 

Segundo os autores, parece que esta ligação não é apenas essencial para a dependência da nicotina, mas também para a dependência da internet.

 

Eles explicam que a mutação no gene Chrna4 responsável pela mudança da composição genética do receptor de acetilcolina nicotínico no cérebro, afeta mais as mulheres do que os homens.

 

"Dentro do grupo de indivíduos que apresentam comportamento problemático com a Internet, notamos que esta variante ocorre com mais frequência ", observa Montag.

 

A equipe ressalta que mais estudos precisam ser feitos para garantir que esta constatação é precisa, porque pesquisas anteriores mostraram que os homens são mais propensos a se tornarem viciados em internet do que as mulheres. No entanto, eles afirmam que os dados atuais já mostram que há indícios claros de causas genéticas da dependência de internet.

 

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