Vida e Saúde

Confira hábitos que contribuem para uma boa memória

Atualizado em: 13/12/2012

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Esqueceu que hoje é o aniversário do bofe e não comprou presente? Não sabe onde está a chave do carro? “Hábitos inadequados de vida podem gerar problemas na memória, como fazer várias coisas ao mesmo tempo, dormir pouco e exagerar no uso de agendas e lembretes”, explica o neurologista Dr. Leandro Teles (SP). Para o médico, o uso de alguns medicamentos (para dormir, contra tonturas e alérgicos, principalmente), doenças neurológicas (como Alzheimer) e doenças clínicas (ansiedade, depressão, carência de vitaminas do complexo B e disfunção da tireoide) também interferem na memorização.

Afinal, como exercitar o mecanismo? “A memória melhora comprovadamente na medida em que o indivíduo passa a investir em sua qualidade de vida, o que inclui a autoestima, controle de doenças crônicas, atividade física regular e práticas meditativas, alimentação saudável, boa qualidade de sono, combate ao tabagismo e altos níveis de atividade cognitiva e interação social. Em um organismo equilibrado, a fuga da rotina e as práticas físicas, intelectuais e musicais estimulam a formação e recrutamento de circuitos neuronais, aumentando assim a capacidade de associação de ideias e o alcance das informações armazenadas nas diversas áreas cerebrais”, esclarece o Dr. Antonio Beuttenmuller Gonçalves Silva, neurologista do Hospital São Camilo (SP).

Para manter a memória em dia, é fundamental que o cérebro esteja sempre ativo, e para tal, existem atitudes simples que podem colaborar para seu melhor funcionamento: “Aprenda sempre coisas novas, fale sobre temas diferentes, conheça lugares e pessoas – tire o cérebro da zona de conforto e busque novos meios de fazer coisas rotineiras. Para memorizar melhor, é importante destacar as coisas mais relevantes do estímulo e tentar fazer associações mentais, usando aspectos já memorizados para associar com novos conceitos, números ou imagens”, recomenda o Dr. Leandro.

Segundo o especialista, os exercícios físicos podem ajudar na preservação da memória de forma indireta, porém intensa: “Vários estudos correlacionam os exercícios físicos (principalmente os aeróbicos) com melhores resultados na prevenção e no controle dos sintomas iniciais da doença de Alzheimer. Quem se exercita regularmente dorme melhor, reduz a ansiedade e descansa um pouco o cérebro das atividades intelectuais intensas. A atividade controla o peso e protege contra a hipertensão, diabetes e transtornos do colesterol que geram cicatrizes cerebrais ao longo do tempo. O melhor exercício é aquele que a pessoa faz com prazer e consegue manter com regularidade em longo prazo”, afirma.

Os hábitos alimentares ao longo da vida também contribuem para a manutenção da boa memória. O Dr. Leandro conta que devemos sempre priorizar os alimentos ricos em nutrientes e pobres em gorduras, açúcares e calorias. “A alimentação desregrada pode levar a lesões cerebrais e é um fator de risco bem conhecido para doenças degenerativas, como o Alzheimer”, avisa. É importante consumir frutas, verduras, legumes e gordura de origem vegetal sem exagero. Fontes de ômega-3 como salmão, atum e outros peixes de águas frias e alimentos ricos em vitamina B1, B3 e B12 também são recomendados. “Todos os alimentos industrializados, muito calóricos, ricos em gorduras de origem animal com excesso de sal e de baixo valor nutricional devem ser evitados. Estes aumentam os fatores de riscos cardiovasculares, ligados diretamente ao prejuízo do desempenho cognitivo global a longo prazo”, conclui o Dr. Antonio.

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