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Cicatrizes: como se livrar de marcas indesejadas pelo corpo

Atualizado em: 02/09/2013

cicatriz

Inúmeros fatores podem deixar cicatrizes pelo corpo: cirurgia plástica, colocação de piercing, acidentes, machucados… Em muitos casos, a marca na pele não agrada e, por isso, a Dermatologia avançou bastante na suavização das cicatrizes.

Segundo a médica dermatologista Christiana Blattner, de Campinas/SP, as cicatrizes aparecem quando a pele se refaz de lesões, sejam elas causadas por acidentes, cirurgias ou até por algumas doenças. Qualquer trauma na pele irá desencadear o processo de cicatrização e o tempo de recuperação total varia muito. “As pessoas mais idosas, por exemplo, têm cicatrizes que demoram mais tempo para sumir. Outro fator de grande importância é o local da cicatriz. Quanto maior tensão, maior o esforço cicatricial, por isso áreas como costas, tórax e joelhos são mais complicadas, por serem de muito movimento”, explica a médica, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Toda cirurgia deixa uma cicatriz na pele, ainda que temporariamente. Uma lipoaspiração, por exemplo, afeta até as camadas mais profundas da pele, e a cicatrização começa da camada mais inferior, até chegar à superfície. “Após um procedimento cirúrgico é preciso seguir as orientações médicas. A cicatriz de uma lipoaspiração pode levar até um ano para sumir. Repouso inadequado, não uso da cinta cirúrgica e fazer esforço físico são fatores que podem complicar este processo e contribuir para o aparecimento do que chamamos de fibrose”, alerta a médica, diretora técnica da Dermatolaser de Campinas. A fibrose pós-cirúrgica ocorre quando o processo de cicatrização na região é irregular, com desenvolvimento em excesso de tecido conjuntivo fibroso, fazendo ‘aderências’ que prendem a pele ao músculo, deixando-a com uma aparência disforme e cheia de ondulações.

A tecnologia do laser vem sendo uma das técnicas mais eficazes na suavização de cicatrizes, tanto no pós-operatório quanto tardias. “Existem diversas técnicas para tratamento de cicatrizes, inclusive as pós-operatórias. Além dos métodos tradicionais de infiltração e de betaterapia, tratamento que utiliza energia emitida por elétrons, para prevenir a formação de queloide e cicatriz hipertrófica, podemos contar também com tecnologias avançadas para amenizá-las, tais como laser fracionado e laser vascular”, explica Blattner.

O laser fracionado atua emitindo microfeixes de luz, atingindo, assim, pontos bem específicos e profundos da pele, deixando a pele ao redor intacta e tornando a recuperação mais rápida. Além de ser indicado para o tratamento de redução de diferentes tipos de cicatrizes, faciais e corporais, também é utilizado para remoção de estrias e tem bons resultados no clareamento de manchas e melhora da textura da pele.

Já o laser vascular pode ser utilizado tanto para manchas pós inflamatórias de cicatrizes mais antigas, quanto para as mais recentes. Indicado especialmente para tratamento de vasinhos, rosácea e outros problemas decorrentes de alterações vasculares na pele, pode ser utilizado em determinadas cicatrizes e estrias e também promove rejuvenescimento da pele e fechamento dos poros do rosto.

Lasers vasculares de última geração agem somente sobre os vasos, sem danificar as estruturas da pele ao redor. A luz do laser vira energia térmica dentro da pele e, por sua alta temperatura, coagula o vaso, destruindo-o sem causar nenhum problema, porque ele é reabsorvido pelo organismo.

Pós-cirurgia – controlando os edemas

Além das cicatrizes, a formação de edemas também faz parte do processo pós-operatório. “De modo bem simples, edema é um ‘inchaço’, resultado do aumento de fluído intersticial, ou seja, líquido com misto de sais, proteína, açúcares e hormônios que se acumula entre as células, por causa de um desequilíbrio entre a pressão sanguínea”, explica a especialista, diretora técnica da clínica Dermatolaser, em Campinas.

A dermatologista explica que os edemas são comuns após cirurgias, mas alguns procedimentos feitos diretamente sobre a pele podem auxiliar a reduzi-los mais rapidamente, facilitando a recuperação pós-cirúrgica.

Conjugando as tecnologias de radiofrequência, infravermelho e sucção, o Velashape II pode ser uma alternativa para ajudar na recuperação pós-lipoaspiração. Já o Freeze combina pulsos magnéticos com radiofrequência estimulando a circulação sanguínea e a síntese de colágeno, auxiliando diretamente na redução dos edemas. A tecnologia do ultrassom também pode ser uma opção: o Manthus é um aparelho de ultrassom combinado com correntes elétricas que combatem a formação da fibrose pós-cirúrgica e é usado também para relaxamento e alívio de dores.

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