Casos de catapora são mais comuns na primavera

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Casos de catapora são mais comuns na primavera

 O inverno termina no próximo sábado (22) e, com a chegada da primavera, aumentam também os casos de doenças como catapora, roséola, escarlatina e eritema infeccioso.

Essas mudanças de estação são propícias para a proliferação de vírus e bactérias que causam essas doenças e é importante se proteger, principalmente no caso das crianças, que devem manter a carteira de vacinação em dia.

No Bem Estar desta quinta-feira (19), as pediatras Ana Escobar e Helena Sato deram dicas de prevenção e alertaram para as diferenças das lesões e manchas de cada uma dessas doenças. No caso da catapora, por exemplo, as lesões são em formato de bolhas, como mostra o infográfico abaixo.

A transmissão da catapora acontece por vias respiratórias ou pelo contato direto com as lesões, mas é muito raro a pessoa pegar a doença mais de uma vez, ou seja, quem já teve não se contamina mais. Os primeiros sinais da doença são febre e lesões, que começam como manchas, viram bolhas e depois estouram. Após essa fase, não há mais risco de contágio.

É importante evitar também que principalmente as crianças não cocem as lesões para não provocar infecções na pele e, para isso, as pediatras indicam cortar as unhas dos bebês.

O tratamento para a catapora costuma ser com medicamentos antialérgicos, que ajudam a minimizar a coceira. Talco mentolado e pasta d'água também ajudam a secar as feridas. Mas, como alertou a pediatra Ana Escobar, o paciente com catapora nunca deve tomar AAS porque pode causar uma doença chamada Síndrome de Reye.

Para prevenir, as médicas recomendam a vacina, que ainda não está disponível no SUS. Porém, conforme o Ministério da Saúde, a partir de agosto de 2013, a vacina vai estar disponível na rede pública, juntamente com a tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola.

A dica da pediatra Helena Sato é tomar essa vacina antes de viajar para qualquer lugar do mundo para prevenir principalmente o sarampo.

Ao contrário da catapora, não há vacina contra a roséola. Mais comum em crianças até os 3 anos de idade, ela também causa febre alta e manchas pelo corpo. O diagnóstico é clínico e a principal dica é controlar a temperatura para evitar convulsões.

Já a escarlatina pode ser transmitida pelo contato com a saliva ou secreção nasal e, além da febre alta, pode também provocar um aspecto de framboesa na língua, como mostrou a pediatra Helena Sato.

É importante levar a criança ao médico para tratar a doença com antibióticos aos sinais dos primeiros sintomas. Se não tratada adequadamente, pode haver complicações graves que se manifestam quando a doença parece curada, como a meningite e o reumatismo infeccioso.

O eritema infeccioso também é uma doença viral, transmitida pela secreção nasal,  que afeta principalmente crianças e adolescentes. No início, a infecção pode não apresentar sintomas, mas pode apresentar febre baixa e a mancha fica mais evidente quando exposta ao sol. Não existe vacina contra esse vírus, por isso é importante evitar o contato com pessoas doentes.

Caxumba

A caxumba é uma doença infecciosa que, na maioria das vezes, se manifesta em crianças. Não costuma causar problemas graves, mas existe o risco pequeno da infecção atingir os testículos e provocar a infertilidade.

A transmissão é feita pelo contato direto com as secreções do nariz e boca. Os sintomas mais comuns são inchaço e dor nas glândulas, dor muscular, febre e mal-estar. Para tratar, não existe um remédio contra o vírus da caxumba, apenas remédios que atenuam os sintomas. A vacina é dada na tríplice viral, juntamente com a do sarampo e rubéola, e é eficiente em 90% dos casos.

Bem Estar

Dani Rabelo
Jornalista do WSCOM Online, sócia e editora-chefe do Portal Mulher de Fato, cantora nas horas vagas, tagarela, observadora, carioca da gema e pessoense de coração.

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