Vida e Saúde

Carnaval: beijo na boca pode transmitir doenças

Atualizado em: 08/02/2013

beijo

 O Carnaval é uma festa que envolve samba, agito, bebida alcóolica e muita paquera. Mas, os foliões que pretendem beijar várias bocas desconhecidas devem ficar atentos com as doenças transmitidas pela saliva. O alerta é da Dra. Nancy Bellei, professora do departamento de Infectologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

— A boca é um local repleto de bactérias, por isso um simples beijo pode resultar em diversas doenças. A mais comum é a mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como 'doença do beijo'.

Apesar de comum, nem todo indivíduo que entra em contato com o vírus Epstein-Barr vai manifestar os sintomas da doença, às vezes, ela passa despercebida. Mesmo assim, vale o cuidado. De acordo com o infectologista Dr. Ralcyon Teixeira, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, os primeiros sinais costumam aparecer entre sete e 14 dias após o contato com a pessoa infectada. 

— O início da doença é marcado por febre, indisposição e dor de garganta. Depois, surgem ínguas na região do pescoço, manchas vermelhas pelo corpo, perda de apetite e enjoo. O quadro também pode evoluir para aumento do fígado e do baço.

A boa notícia é que, segundo a médica da Unifesp, o vírus Epstein-barr é como o da catapora, caxumba e rubéola, ou seja, só se pega uma vez na vida. E, como na maioria das viroses, não há medicamento específico para tratar a mononucleose. A recomendação dos especialistas é repouso, uso de analgésico, antitérmico e anti-inflamatório, hidratação e boa alimentação.

Outras doenças

Não é só a mononucleose que pode ser transmitida pelo beijo. O infectologista do Emílio Ribas lembra que gripe, resfriado, citomegalovirose, amidalite, faringite e herpes labial também podem surgir em meio à folia. De todas essas doenças, o herpes é mais fácil de ser identificado por causa das bolinhas de água explícitas na boca.

— Nesse caso, a orientação é manter distância dessas lesões cheias de vírus. Além disso, pessoas doentes em geral não devem compartilhar copos e talheres, precisam lavar as mãos com frequência e cobrir a boca com lenço ao tossirem.

A cirurgiã-dentista Dra. Marília Vanzelli, de São Paulo, avisa que os foliões que pretendem beijar muito na boca devem ficar atentos aos procedimentos básicos de higiene, que envolve “escovar os dentes após as refeições, usar fio dental e visitar o dentista regularmente”.

Para driblar o “bafo de onça” e lascar um beijo com gostinho agradável, a dentista ensina:

— Como a língua é a principal causa do mau hálito, o segredo é escová-la todos os dias. Além disso, o uso de enxaguatório bucal contribui para um cheiro e gosto agradável na boca. No entanto, jamais deve substituir a escovação.

R7

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