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Carinho na infância reduz risco de AVC na vida adulta

Atualizado em: 20/09/2012

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 Um estudo publicado nesta quarta-feira (19) nos Estados Unidos aponta que a falta de carinho durante a infância pode resultar em um maior risco de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) na fase adulta.

Anteriormente, estudos já comprovavam a relação entre a chamada “negligência emocional” e uma série de distúrbios psicológicos. No entanto, havia poucos dados sobre a influência que ela pode ter sobre o AVC, que acontece quando o sangue é bloqueado em algum vaso sanguíneo dentro do cérebro.

O estudo se baseou em entrevistas com mais de mil participantes acima de 55 anos que responderam a perguntas sobre suas infâncias. Eles disseram se se sentiam amados ou não por seus responsáveis, se eram submetidos a intimidação e se eram castigados violentamente. Também foram incluídas questões sobre divórcio e problemas financeiros na infância.

Nos mais de três anos que sucederam as entrevistas, 257 participantes faleceram, e 192 deles passaram por autópsias em busca de sinais de AVC.

O estudo concluiu que o risco de AVC foi quase três vezes maior entre as pessoas que receberam menos afeto na infância. Os autores chegaram a esse resultado levando em conta fatores de risco comprovados para o AVC, como diabetes, atividade física, fumo, ansiedade e problemas cardíacos.

Embora os participantes selecionados não tivessem nenhum diagnóstico de demência, a metodologia depende da memória de cada um, que pode falhar. A pesquisa foi liderada por Robert Wilson, da Universidade Rush, em Chicago, nos EUA, e publicada pela revista “Neurology”.

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