Vida e Saúde

Campanha para incentivar doação de órgãos

Atualizado em: 28/09/2012

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Nesta quinta-feira, 27, data em que é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou uma campanha publicitária para estimular a doação voluntária de órgãos no País.

A campanha, protagonizada pelo ator José de Abreu, tem o slogan: ?Seja um doador de órgãos. Seja um doador de vidas? e ficará no ar em diversos veículos de comunicação durante 15 dias. Durante o lançamento, o ministro homenageou instituições e pessoas que se destacam na promoção de ações em prol da doação de órgãos.

São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também realizou ações para celebrar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos e decidiu premiar os hospitais e equipes que mais contribuíram, neste ano, para o incentivo da doação e também na realização de transplantes. Todas as unidades recordistas em número de transplantes ou notificação de doadores receberam uma placa estilizada da Secretaria.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, hoje São Paulo "tem um serviço de transplantes que é referência nacional e internacional e o prêmio vem incentivar os profissionais e os hospitais a manterem a qualidade e aperfeiçoarem cada dia mais este trabalho". Segundo os dados da Central de Transplantes, de 1º de janeiro a 19 de setembro houve 5.662 transplantes de órgãos e tecidos no Estado de São Paulo.

O número é similar ao mesmo período de 2011, quando foram registrados 5.655 procedimentos. Até o momento, desde janeiro, foram registrados 571 doadores de órgãos no Estado de São Paulo, contra 570 no mesmo período do ano passado.

Tabu

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de janeiro a junho de 2012, foram identificados 4.073 potenciais doadores de órgãos e tecidos no Brasil. Deste total, somente 1.217 se tornaram doadores efetivos. A recusa da família ainda é a principal barreira para a doação: neste ano, 63% dos familiares entrevistados em todo o Brasil negaram a doação, especialmente por desconhecer a vontade de seu parente. Para o Dr. José O. Medina Pestana, presidente da ABTO e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), "estudos mostram que a intenção em ser um doador é muito maior do que o número real de doadores.

Isso ocorre porque a família simplesmente não conhece a vontade de seu parente e na hora da entrevista acaba recusando a doação". Com o objetivo de mudar este cenário, ao lado da farmacêutica Novartis, a ABTO promove a campanha "Doar não é um tabu. Conte para sua família. Conte com sua família". Para ser um doador de órgãos hoje, basta manifestar esse desejo aos familiares, sem a necessidade de um registro formal no RG ou CNH.

Estadão

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