Vida e Saúde

Apneia, ronco e estética têm solução com cirurgia plástica

Atualizado em: 22/02/2013

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Estima-se que o ronco esteja presente no sono de 60% das pessoas com mais de 55 anos, sendo a principal causa de insônia não só em quem ronca, mas em quem convive com o portador do problema. Deste total, cerca de 30% dos roncadores sofrem também de apneia e, consequentemente, de problemas para manter um sono saudável e reparador. O ronco atinge 40% dos homens e cerca de 30% das mulheres no Brasil e é provocado por desvio de septo, um problema que pode ter uma solução simples.

O cirurgião plástico Adriano Peduti explica que o desvio de septo é uma deformação do nariz que faz com que um lado seja mais largo que o outro e comprometa a respiração. No entanto, ele destaca que há uma maneira simples e segura de se fazer a correção e proporcionar mais qualidade de vida ao portador do desvio. “A correção pode vir associada à rinoplastia ou à cirurgia plástica do nariz, técnica utilizada para transformações estéticas, que depois da cirurgia de mama é a mais conhecida entre as operações estéticas. Isso porque o nariz é um dos pontos que mais atraem o olhar, sendo elemento fundamental para a simetria e beleza do rosto”, afirma.

De acordo com Peduti, entre as principais correções de nariz está a de dorso, o osso elevado, e a ponta do nariz, além das queixas funcionais ou respiratórias. “Existem duas linhas de rinoplastia estética: a aberta e a fechada. A rinoplastia aberta, conhecida também como exo-rinoplastia, é baseada em tirar menos, moldando mais. Por ser menos agressiva e mais preocupada com a função, é uma cirurgia que compromete menos a respiração do que a cirurgia fechada”, explica.

Para o paciente, a única diferença é uma pequena cicatriz embaixo do nariz, sendo que em 99% dos casos ela é imperceptível, mas Peduti ressalta que o atual objetivo da rinoplastia é conseguir um nariz mais harmônico, sem que as pessoas percebam que ele foi alterado. Para isso é preciso buscar especialistas de acordo com o que se deseja. “Se a intenção é uma modificação estética, é importante procurar um cirurgião plástico. Se a dificuldade compromete a saúde, é necessária a visita a um otorrino, a fim de se evitar reoperações. Complicações decorrentes de cirurgias incorretas envolvem queixas funcionais, como desvios que causam a piora da respiração, ou infecções”, completa Peduti.

JM Online

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