Vida e Saúde

Anvisa aprova nova técnica de lipoaspiração com laser

Atualizado em: 03/10/2013

imsis618-024

A Anvisa aprovou no dia 30 de setembro a utilização de um aparelho que promete revolucionar a lipoaspiração, a cirurgia plástica mais realizada no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cujo os números colocam o país como o segundo no ranking mundial das cirurgias estéticas. Em 2011, foram realizadas no Brasil 211 mil lipoaspirações. Agora a lipoaspiração ganha os benefícios do laser, um recurso tecnológico que já revolucionou outras áreas da medicina.

De acordo com o cirurgião-plástico Rafael Nunes, o aparelho, que acaba de ser aprovado pela Anvisa (DeLight) trará mais segurança nos procedimentos para retirada da gordura localizada. Trata-se de um avanço para diminuir os riscos e causar menos trauma na retirada da gordura localizada.

"Com esse aparelho utilizamos apenas uma microcânula que é introduzida no tecido adiposo por meio de furos minúsculos. Esta cânula dá passagem a uma fibra ótica que irá aquecer a célula de gordura até dissolvê-la, isso significa que a gordura será derretida e não arrancada como no processo convencional", explica o médico.

Sem o esforço mecânico há menos processo inflamatório, hematomas e fibrose, além de menor risco de hemorragias, pois o calor emitido pelo laser sela os vasos sanguíneos e estanca o sangramento, conta o especialista.

"Outra vantagem é que a cânula é flexível e se dobra ao encontrar qualquer obstáculo não expondo o paciente ao risco de perfuração acidental de órgãos. A gordura liquefeita é aspirada por seringas ou microbombas e o próprio laser promove o efeito skin tightening – termo em inglês que significa endurecimento da pele – ou seja a atuação também é eficaz contra flacidez, comum após a retirada de gordura", pondera o cirurgião-plástico.

Laserlipólise: técnica segura e moderna

Segundo o doutor, já existe no mercado outros aparelhos a laser com fins de tratamento de gordura localizada, mas o que difere um do outro é o comprimento de onda, e acrescentou: "encontramos lasers cuja energia é assimilada pelos vasos sanguíneos, outros que afetam apenas a produção de melanina e outras a célula de gordura”.

O DeLight, tem comprimento de onda entre 915 a 980 nanômetros que significa dizer que é uma energia que tem atração específica pelas células de gordura e por isso mesmo não gera risco para os tecidos vizinhos. "Atingir somente o alvo, por meio de absorção seletiva, ou seja, derreter a gordura sem lesionar os tecidos adjacentes, esse foi nosso grande desafio", comemora Rafael Nunes.

O médico afirma que hoje o laserlipólise é um avançado recurso na terapêutica estética, cuja técnica é minimamente invasiva, sem necessidade de internação, com anestesia local e sem pontos. O pós-operatório também é mais tranquilo, podendo o paciente voltar às atividades normais em 3 dias. A lipolaser pode ser associada aos métodos tradicionais, especialmente em casos de grandes volumes de gordura, destaca o médico.

Além disso, também é recomendada onde as técnicas convencionais não são indicadas como: pescoço, face, joelho e braço. "Vale ressaltar que assim como lipoaspiração convencional a laserlipólise não é indicada para retirada de grandes quantidades de gordura", finaliza.

A Crítica

Vida e Saúde