Vida e Saúde

Alimentos em lata ajudam a driblar entressafra e inflação

Atualizado em: 14/09/2015

tomate

Hortaliças e frutas enlatadas são produzidas no auge da safra, quando a qualidade é melhor e o preço é mais baixo. Isso se reflete no preço final do produto nas gôndolas dos supermercados.

A inflação é, sem dúvida, uma das maiores preocupações dos consumidores brasileiros. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, teve aceleração em junho de 2015 e chega a 8,89% em doze meses. Os alimentos foram um dos grupos que mais pressionaram o índice de preços.

 

O que nem todos sabem é que os alimentos enlatados, além de gostosos, práticos e saudáveis, também podem ajudar as famílias a fazer uma boa economia. E não é difícil explicar o motivo. “Os enlatados são produzidos no auge das safras de alimentos, quando as frutas e hortaliças estão no auge da qualidade e com seu preço de mercado mais em conta”, explica Thais Fagury, engenheira de alimentos e gerente executiva da Associação Brasileira de embalagens de aço.

 

Um excelente exemplo é o tomate. A Hortaliça teve alta de 48,6% no acumulado desde o início do ano, segundo o IBGE. A explicação é que a entressafra ocorre de março a maio, sendo que há uma segunda entressafra no mês de agosto. Para não dispensar esta hortaliça na mesa e pagar menos, uma excelente opção são os tomates enlatados, do tipo pelado, em extrato ou molho. Uma lata de atomatado de 340 g, por exemplo, tem cerca de dez tomates e custa a partir de R$ 1,89, enquanto na feira o quilo do tomate pode chegar a R$ 10.

 

“O tomate em lata, preferido entre os chef de cozinha, é um excelente substituto. Não apenas porque o preço é muito mais em conta, mas também porque a versão enlatada tem mais licopeno, um antioxidante essencial para a boa saúde. Como a lata protege o alimento da ação da luz, a vitamina C do tomate também é preservada”, explica Thaís.

 

Além de custar menos, o atomatado também é uma alternativa segura e nutritiva. “Os tomates enlatados dispensam o uso de conservantes químicos e suas propriedades nutricionais são, na maioria das vezes, melhores em comparação a produtos in natura. Colhidos durante a safra e logo processados, não perdem nutrientes no trajeto entre o campo, a feira e a geladeira”, diz Thais Fagury, engenheira de alimentos e gerente executiva da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço).

 

Mas o tomate não está sozinho. Grande variedade de frutas e legumes que sofrem aumentos de preços no período de entressafra podem ser consumidores, com vantagens, na versão enlatada (veja tabela abaixo). Um bom exemplo é o pêssego. De acordo com estudo publicado em 2012 no Journal of Nutrition and Food Sciences, o pêssego em calda enlatado é a melhor e mais econômica opção para garantir o consumo de fibras e ácido fólico, substância importantíssima para a formação celular. No Brasil, a entressafra da fruta ocorre de março a setembro, quando fica difícil encontrar pêssegos no mercado. Quando eles estão disponíveis, o preço é salgado. Mas em uma lata de pêssego em calda de 800 gramas há cerca de 5 a 6 pêssegos já descascados, sem caroços e prontos para servir. O preço é convidativo. Com cerca de R$ 8,49, dá para garantir a sobremesa de toda a família, escolhendo entre as versões tradicional ou light.

 

Há também alguns alimentos que têm períodos muito curtos de safra e é quase impossível encontrá-los durante a entressafra. Um ótimo exemplo é a ervilha, leguminosa usada em muitas receitas do dia a dia, de saladas e recheio de empada a acompanhamentos. A safra da ervilha resume-se a três meses ao ano: de junho a agosto. Facilmente encontrada em latas de aço, seja sozinha, seja em seletas de legumes, a ervilha é rica em sais minerais e vitaminas A,  B, e C.

 

Vale lembrar que os alimentos em lata economizam também energia, pois não precisam de refrigeração, além da água do preparo. “Na lata de aço, legumes e frutas têm uma vida de prateleira maior para consumo. A embalagem de aço é hermética, não permite a passagem de oxigênio, não rasga, possui uma película protetora elástica e moldável, o que significa que mesmo quando amassadas, as latas continuam aptas para o consumo. A lata de aço possibilita uma vida de prateleira maior e melhor ao produto, preservando 100% das características naturais do alimento”, complementa.

Fonte: Elder Magalhães – Press à Porter Gestão de Imagem

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